“Podem arrasar as casas, mudar o curso das ruas; as pedras...
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“Podem arrasar as casas, mudar o curso das ruas; as pedras...

“Podem arrasar as casas, mudar o curso das ruas; as pedras mudam de lugar, mas como destruir os vínculos com que os homens se ligavam a elas? [...] À resistência muda das coisas, à teimosia das pedras, une-se a rebeldia da memória que se repõe em seu lugar antigo”. (BOSI, Eclea. Memória e Sociedade: Lembranças de Velhos. São Paulo: Cia das Letras, 1994. p. 452).

No trecho acima, a autora Ecléa Bosi faz uma defesa da memória como forma de resistência. O que é preservado, por quem e como, nos leva a refletir sobre a construção da memória social, como patrimônio da sociedade, e indagar se o resgate da memória de todos os setores e classes sociais tem sido cumprido de fato. Sobre a resistência da memória como forma de constituição de um patrimônio amplo da sociedade, é CORRETO afirmar:


A

A definição do que é memória social deve priorizar a maioria das lembranças dos cidadãos, afastando a pluralidade e matrizes étnicas, para englobar todos como patrimônio cultural.


B

A preservação do patrimônio cultural deve pautar-se pelo compromisso de contribuir com a identidade cultural dos diversos grupos que formam a sociedade nacional.


C

É importante ter critério para escolhas dos lugares diversos que compõem os espaços da memória, considerando que ruas, edifícios, casas e outros bens foram transformados.


D

Para cumprir o resgate da memória de todos os setores e classes sociais, é necessário limitar aos espaços considerados como monumentos históricos e ampliar sua forma de acesso.