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O conceito de cidadania se consolidou durante a Revolução Francesa, associado aos direitos da burguesia. Cidadão era então o burguês (proprietário dos bens de produção) do sexo masculino e habitante da cidade. Como decorrência das lutas sociais, o conceito se ampliou para se vincular à questão dos Direitos Humanos – a mais formidável conquista social da humanidade, expressa na famosa Declaração da O.N.U. em 1948. Como consequência dessa ampliação, pode-se afirmar que
o Estado, enquanto instituição política, não tem obrigações relativas a questões sociais, sendo o cidadão livre para lutar ou submeter-se às leis do mercado.
o conceito de cidadania pouco mudou desde a Revolução Francesa, apesar da intensa luta de classes que marcou os séculos XIX e XX nas sociedades do Ocidente.
cidadão é o habitante da cidade, conforme a etimologia da palavra, e se refere ao fato de que nas cidades se goza de mais liberdade do que no campo.
cidadão é hoje o habitante de um país, no campo ou na cidade, desde que não seja analfabeto, o que o impede de votar.
um bom indicador do grau de cidadania de um país é o cuidado e a proteção que se dá a crianças, adolescentes e idosos, categorias frágeis que exigem políticas públicas especiais.