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“Se eu disse: ‘lembro-me de ter escrito uma carta a Fulano, na semana passada’ – temos uma afirmação da memória, mas não uma afirmação histórica. Todavia, se eu acrescentar: ‘e a minha memória não está a atraiçoar-me, pois tenho aqui a resposta dele’ – então estou a basear, numa prova, uma afirmação acerca do passado. Estou a falar historicamente.”
(Collingwood, 1981:311. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/36/art17_36.pdf.)
Sobre a escrita da história e a memória, tendo em vista não apenas a visão do autor em destaque, é correto afirmar que:
Todos os fatos históricos são inequivocamente sustentados pelas provas históricas, mesmo que elas não sejam verdadeiras.
Mesmo que haja um testemunho, ele pode ser uma fonte superada, quando da existência de provas documentais comprovadas.
A história construída com a extração e a combinação de testemunhos e memória só é válida numa narrativa ordenada cronologicamente.
Prevalece a ideia de que o método de pesquisa histórica sempre deve ser tratado por fontes que provam o fato, sendo somente fontes escritas.