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Meus ancestrais
Trazidos em navios negreiros
Muitos morreram de banzo antes de aqui
chegar
A boca secava de sede,
Caíram no samba para a dor passar
Criaram uma luta nas matas debaixo do nariz
do feitor.
Dançavam prá disfarçar,
Batuque, São Bento Grande, Santa Maria,
São Bento pequeno, Iúna, Cavalaria.
É bom e tenho o prazer de dizer sou afrobrasileiro
Nossa cultura se expande pelo mundo inteiro
Tem até europeu tocando berimbau e pandeiro.
Do mundo do açúcar a computadores
Toca-disco, faz, celular,
Rádio de pilha, desemprego
Me mande um email
prá gente se comunicar
Do mundo do açúcar a computadores
Toca-disco, fax, celluar,
Rádio de pilha, desemprego
(BERIMBROWN. Black Bronder.IN: Aglomerado (CD). Obi Music, 2003)
Considerando o trecho da música acima, podemos dizer que o autor.
Valoriza a cultura africana primitiva em contraposição ao mundo civilizado do qual os afro-brasileiros não fazem parte.
Valoriza a ideia de que existe uma identidade dos afrodescendentes que atravessou a História do Brasil até os dias atuais.
Defende a manutenção de uma cultura afro-brasileira isolada das influência dos tempos da globalização e da internet.
Condena a manutenção da cultura afrodescendente que deve ser esquecida em nome das novas tecnologias da informática e da comunicação (TICs).