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Observe os textos a seguir:
Texto I:
“O caráter intolerável atingido pelo desemprego entre as duas guerras, na Grã-Bretanha, deve-se à conjugação da sua amplitude com a sua duração. O desemprego devastou regiões inteiras: (...) Por toda a parte, lojas fechadas, casas arruinadas, janelas com tábuas e cartão no lugar de vidros. Únicos ofícios prósperos: o dos corretores de apostas. Nesta existência sem esperança, recorre-se desesperadamente ao jogo, às apostas. (François Bédarida)
Texto II:
“Alemanha, 1923: dinheiro vira papel de parede. (...) Em 1923, no auge da crise econômica, iniciou-se o ano com o dólar valendo 18.000 marcos. Em julho, a moeda americana chegou a 160.000 marcos; em novembro, os alemães precisavam amontoar 2,5 trilhões de marcos para comprar 1 dólar. Naquele mês, em Berlim, um pão, que no começo do ano já valia fantásticos 250 marcos, passou a custar 200 bilhões de marcos. As donas de casa passaram a ir às compras carregando baldes de dinheiro. (Veja.)
Texto III:
Na Rússia a revolução da classe trabalhadora teve êxito. Mas a desilusão, a fome e a miséria, que se seguiram à I Guerra Mundial, atraíram muitos recrutas às fileiras dos revolucionários, em toda parte. (...) Isso ocorreu particularmente na Itália e na Alemanha. Os capitalistas desses países tiveram pela frente uma classe trabalhadora revolucionária que lhes ameaçava o poder. (Leo Huberman).
Tomando por base a análise dos textos e os conhecimentos sobre o período entre guerras, pode-se afirmar, EXCETO:
O texto I retrata a situação de sociedades em crise, mas as necessidades básicas não são satisfeitas, e a desesperança leva à busca de dinheiro fácil através do jogo.
No texto II, as referências à utilização do dinheiro como papel parede e a quantidade de dinheiro utilizado pelas donas de casa nas compras demonstram a desvalorização da moeda e a crise inflacionária vivida pelos alemães, nos anos subseqüentes à Primeira Guerra Mundial.
As “fileiras dos revolucionários”, referidas no texto III, que ameaçavam o poder dos capitalistas da Itália e da Alemanha, possibilitaram a afirmação do poder socialista na Europa Central, nos anos 30.
Os textos I, II e III prenunciaram, em sociedades diferentes, a evolução da crise econômica que afetou o mundo nos anos vinte deste século, provocando significativas transformações econômico-financeiras e sociopolíticas.