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Considere o excerto a seguir.
“(...) O debate político desencadeou profundas divergências sobre as direções e os ritmos da perestroika. Os cidadãos começavam a murmurar que abriam a geladeira e não encontravam a perestroika lá. Escassez de produtos, filas. Não se atingia a almejada qualidade, e despencava a quantidade.”
REIS FILHO, Daniel Aarão. A aventura socialista no século XX. 2. Ed. São Paulo: Atual, 1999. (Coleção Discutindo a história). p.89.
O excerto trata das transformações no Socialismo Real, no final do século XX, cujo projeto objetivava a
abertura política irrestrita baseada na defesa dos direitos individuais que malogrou, pois esfacelou o bloco socialista soviético a partir da emancipação de países bálticos.
reconstrução da economia baseada no modelo leninista, que almejava mais autonomia dos países do bloco socialista soviético e a superação do seu atraso econômico.
reintegração política e econômica das nações dissidentes do bloco socialista soviético, por meio da Comunidade dos Estados Independentes que não foi plenamente alcançada.
modernização econômica do sistema, com vistas à sua regeneração, cujos resultados incluem a emancipação dos países bálticos integrantes do bloco socialista soviético.
O fascismo surgiu na Itália com Mussolini e influenciou o nacional socialismo na Alemanha e o governo de Franco na Espanha.
Assinale a alternativa que identifica corretamente algumas das suas propostas.
Combate ao militarismo e apoio ao pacifismo.
Crítica às democracias liberais e ao comunismo.
Fim do trabalho assalariado e da propriedade privada.
Aceitação das ideias socialistas e oposição ao capitalismo.
O retorno à monarquia absoluta, nos moldes do “Antigo Regime”.
Durante o Período Regencial no Brasil (1831-1840), várias revoltas regionais ocorreram, refletindo tensões políticas e sociais. Sobre esse contexto, marque a alternativa CORRETA:
O Período Regencial foi marcado por estabilidade política e ausência de conflitos regionais.
As revoltas regionais tinham como principal objetivo a separação imediata do Brasil em pequenos Estados independentes.
As tensões regionais refletiam as desigualdades econômicas e sociais existentes no Brasil do século XIX.
Durante o Período Regencial, o poder central foi fortalecido, eliminando a autonomia das províncias.
“O século XIX, tal como os historiadores o delimitam, ou seja, o período compreendido entre o fim das guerras napoleônicas e o início do primeiro conflito mundial — uma centena de anos que se situam entre o Congresso de Viena e a crise do verão de 1914 — é um dos séculos mais complexos, mais cheios que existem. Cuidaremos para não atribuir-lhe, retrospectivamente uma racionalidade que lhe seria estranha, mas um exame rápido permitirá a descoberta de algumas linhas mestras.”
(RÉMOND, René. O século XIX: 1815-1914. São Paulo: Cultrix, 1997. p. 5.)
No contexto das transformações políticas, sociais e ideológicas ocorridas na Europa ao longo do século XIX — marcado pela crise do Antigo Regime, a ascensão do liberalismo e o surgimento de ideologias contestatórias ao capitalismo —assinale a alternativa correta.
O século XIX foi amplamente caracterizado pela continuidade e consolidação do absolutismo monárquico, sem ameaças significativas às estruturas do Antigo Regime em território europeu.
O socialismo utópico e o marxismo surgiram como vertentes críticas ao capitalismo industrial, propondo alternativas coletivas de organização da produção e da vida social.
A burguesia industrial rejeitou os princípios do liberalismo econômico, optando por defender a restauração do sistema feudal como modelo de estabilidade e ordem social.
As Revoluções de 1848 representaram um movimento conservador que fortaleceu as monarquias absolutistas, eliminando por completo as aspirações republicanas e democráticas nos principais centros urbanos da Europa.
O Congresso de Viena, realizado em 1815, teve como principal objetivo fomentar o avanço das democracias liberais e garantir a autodeterminação dos povos colonizados sob dominação europeia.
Entre os anos de 1904 e 1905, uma série problemas políticos e sociais abalaram o governo czarista de Nicolau II. No âmbito social, as condições de vida da maioria da população russa eram pobres e miseráveis e manifestações brotavam no país contra o czar.
Muitos fatores como este foram grandes fomentadores da Revolução Socialista eclodida em 1917. Sobre esse período no início do século XX, na Rússia, considere as afirmativas com Verdadeiro (V) e Falso (F):
( ) Durante todo o período de industrialização russa, ainda no século XIX, a vida dos trabalhadores era exatamente precária, as jornadas de trabalho eram longas e extenuantes e os salários, baixos.
( ) As condições precárias da vida e do trabalho de operários na Rússia facilitaram a entrada das ideias socialistas no país, inclusive com as manifestações por melhores condições de trabalho, em janeiro de 1905.
( ) O socialismo é uma doutrina que propõe a transformação da sociedade, visando à repartição da riqueza e à igualdade social, ou seja, a coletivização de meios de produção. Além disso, se opõe ao liberalismo, critica a injustiça social e propõe o advento de uma sociedade sem classes.
( ) Mesmo com as pessoas condições de vida e trabalho, operários russos eram pacíficos, não se organizavam como manifestantes e ainda assim eram perseguidos pela polícia czarista. Por isso, eles se associaram aos liberais para a derrubada do governo.
( ) O socialismo que o teórico político, filósofo e sociólogo Karl Marx idealizou se chama Socialismo científico e ficou restrito somente à Rússia no século XX
Assinale a alternativa que contempla a sequência correta:
V, V, V, F, F.
V, F, V, V, F.
V, V, V, V, F.
V, F, V, F, V.


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O socialismo é uma ideologia política e econômica que busca criar uma sociedade sem classes, onde os meios de produção são de propriedade comum e controlados pelo povo. Seu objetivo final é eliminar todas as formas de desigualdade e exploração.
Certo
Errado
O Brasil, no século XIX, especialmente a partir da década de 1870, experimenta o que o escritor Sylvio Romero chamou de “um bando de ideias novas”. Essa expressão indicava a renovação de ideias que o Brasil realizava com atenção para a perspectiva de modernização. Uma das opções abaixo registra dois movimentos que resultaram desse ambiente e que provocaram modificações políticas e econômicas. Assinale-a.
Positivismo e romantismo.
Anarquismo e socialismo.
Coronelismo e regalismo.
Republicanismo e abolicionismo.
Na Europa e nas Américas do Sec. XIX, houve grandes transformações econômicas, políticas e sociais, acompanhadas por doutrinas e teorias que buscavam ou justificar e regular a ordem capitalista burguesa ou condená-la e reformá-la. Vários movimentos de inspiração liberal, nacionalista, socialista ou mesmo anarquista desenvolveram-se nessa época.
Relativamente ao assunto, assinale a alternativa correta.
Ao processo permanente de transformação, pelo confronto de forças contrárias e que promovem mudanças na realidade, dá-se o nome de Socialismo.
A criação de uma sociedade igualitária, a abolição da propriedade privada e o instituto da propriedade coletiva são ideias presentes tanto no Socialismo como no Anarquismo.
A luta de classes como “motor da história humana” é um conceito característico do Liberalismo.
Os ideais nacionalistas acabaram por retardar os movimentos pela unificação da Itália e da Alemanha.
Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) foram os principais teóricos do Socialismo Utópico.
Com a queda do socialismo nos países da área de influência soviética, milhares de pessoas, fugindo da crise econômica, migraram para países da Europa Ocidental. A eles se somaram refugiados de diferentes guerras e acossados pela seca e pela fome no continente africano, suscitando a médio e longo prazos, uma série de problemas e reações das populações nativas dos países que abrigaram os recém-chegados.
Assinale a alternativa que indica corretamente consequências desse processo.
As leis aprovadas pelo Parlamento Europeu que proíbem a entrada de imigrantes na Europa, até o ano de 2030.
O crescimento da presença política de partidos de direita em alguns países, como a França e Alemanha, eleitos – entre outros fatores-por suas posições anti-imigração.
O surgimento de grupos políticos “amigos dos imigrantes”, tais como o Reagrupamento Nacional na França, que defendem o aumento da entrada de estrangeiros.
O crescimento dos partidos socialistas que defendem a reorganização da URSS e o retorno do Partido Comunista ao poder na Hungria, Polônia, Latvia e República Checa, para que possam acolher os milhares de expatriados que vagam pelo continente.
O crescimento do racismo e da xenofobia, provocando a volta de governos fascistas em países europeus, principalmente na Espanha, Portugal, Bélgica e Rodésia.
Qual é a origem da Comunidade dos Estados Independentes (CEI)?
Reunificação alemã
Recomposição da associação das nações do sudeste asiático.
Dissolução da União Soviética.
Reunião das américas em uma área de livre comércio.


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Se o movimento operário pode ser considerado um movimento social de classe, isso significa que, historicamente, a ação reivindicativa da classe trabalhadora é inseparável dos objetivos políticos de longo prazo que animaram as suas lutas. Acresce que o sindicalismo foi, desde sempre, pautado pela diversidade das suas lógicas de atuação. O objetivo de conciliar a luta por melhorias salariais e de condições de trabalho com a missão de solidariedade internacionalista só em certas circunstâncias históricas teve algum sucesso. A penetração da doutrina marxista nos meios operários, designadamente na sequência das Internacionais Operárias, contribuiu para desenvolver uma identidade coletiva – “de classe” –, que se propunha a guiar os trabalhadores e a humanidade para uma sociedade liberta de injustiças: o socialismo.
(PANNEKOEK, A., 1936. O sindicalismo. Disponível em: Arquivo Marxista na Internet. Acesso em: 02/06/2024.)
Além do socialismo, uma outra concepção se inseriu nos meios operários, mudando muitas perspectivas de ação entre eles e no âmbito político: o anarquismo. Ambos, socialismo e anarquismo, tinham pontos semelhantes, mas algumas peculiaridades, tais como:
Os socialistas buscavam a revolução como forma de se chegar ao comunismo; os anarquistas eram contrários a qualquer tipo de violência.
Os anarquistas queriam que a sociedade se organizasse sem autoridade, sem gestores; no socialismo, os operários deveriam assumir o poder estatal.
Os anarquistas preconizavam um mundo sem desigualdades sociais e sem capital; os socialistas aceitavam a discrepância nas propriedades privadas.
Os socialistas entendiam a divisão do mundo entre dominantes e dominados; os anarquistas só aceitavam a dominação política, mas não a hegemonia econômica.
Assinale a alternativa que indica corretamente o sistema político surgido na Europa, inicialmente na Itália, ao final da Primeira Guerra Mundial, que se caracterizou pelo nacionalismo, antiliberalismo, antissocialismo e pelo amplo controle da sociedade pelo Estado.
Fascismo
Marxismo
Socialismo
Comunismo
Liberalismo
O socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu entre o final do século XVIII e a primeira metade do século XIX, durante a Primeira Revolução Industrial. Fundamentada principalmente no princípio da igualdade, a corrente socialista emergiu como uma forma de substituir o sistema capitalista predominante na época.
Certo
Errado
“A natureza, concordava um observador na década de 1820, era ‘notavelmente simples em todas as suas ações, econômica em seus procedimentos e frugal em seus meios’. Porcos decênios depois, Karl Marx criticaria Charles Darwin por representar o estado selvagem do mundo animal como de livre-competição e por enxergar no mundo das plantas e dos bichos a própria sociedade inglesa, ‘com sua divisão de trabalho, competição, abertura de novos mercados, ‘invenções’, e a malthusiana ‘luta pela existência’’’.”
THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais (1500-1800). Trad. João Roberto M. Filho. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 126.
O excerto acima, de autoria de Keith Thomas em O homem e o mundo natural, acusa uma fundamental ruptura entre os séculos XVII e XVIII no que diz respeito à relação entre seres humanos e natureza. Sobre essa ruptura, analise as afirmativas abaixo.
I. Ao contrário daquilo que se fazia antes, os naturalistas começaram a estudar a natureza em si mesma, ao invés de percebê-la a partir de suas analogias e semelhanças com os seres humanos.
II. Ainda que essa nova abordagem se pretendesse objetiva, a convicção de que animais e vegetais tinham algum sentido religioso ou simbólico, permaneceu nas mentalidades dos camponeses da Era Vitoriana e dos intelectuais da época.
III. O fato de a investigação sobre a natureza ser conduzida a partir do axioma de que plantas e animais devem ser estudados enquanto tais, volta-se, de certo modo, à separação da sociedade humana e da natureza, defendida inicialmente pelos atomistas gregos Leucipo e Demócrito.
Assinale a alternativa correta.
I apenas
I e II apenas
I e III apenas
II e III apenas
I, II e III
...os novos socialistas simplesmente se defendiam empurrando os argumentos do liberalismo clássico franco-britânico para além do ponto até onde os liberais burgueses estavam preparados para ir. A nova sociedade por eles defendida também não necessitava abandonar o terreno tradicional do humanismo clássico e do ideal liberal. Um mundo no qual todos fossem felizes e no qual todo indivíduo realizasse livre e plenamente suas potencialidades, no qual reinasse a liberdade e do qual desaparecesse o governo coercitivo era o objetivo máximo de liberais e socialistas. O que distinguia os vários membros da família ideológica descendente do humanismo e do iluminismo – liberais, socialistas, comunistas ou anarquistas – não era a amável anarquia mais ou menos utópica de todos eles, mas sim os métodos para alcançá-la. Neste ponto, entretanto, o socialismo se separava da tradição clássica liberal.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções, 1789-1848)
Para Hobsbawm, no contexto da primeira metade do século XIX, o socialismo “se separava da tradição clássica liberal”, porque
tinha uma radicalidade maior, em comparação à tradição liberal, acerca da importância central da dinâmica de funcionamento do mercado, que não deveria ser objeto de intervenção do Estado.
defendia, diversamente dos liberais, que cabia à sociedade e ao Estado fazer as defesas da liberdade e da igualdade, mas que a liberdade deve prevalecer, mesmo em prejuízo à igualdade.
criticava a defesa que os primeiros liberais faziam da necessidade do Estado em controlar todas as atividades econômicas, condição considerada conservadora pelos socialistas.
rompia radicalmente com a suposição liberal de que a sociedade era um mero agregado ou combinação de seus átomos individuais e que sua força motriz estava no interesse próprio e na competição.
compreendia que a distinção social era derivada da capacidade de acumulação material de cada sujeito, de modo que o que definia a classe social desse sujeito era o valor da renda obtida por meio do trabalho.


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De maneira geral, os socialistas caracterizavam-se pela defesa da participação dos trabalhadores na vida pública através do parlamento e da luta nos sindicatos, como no programa do Partido Socialista Brasileiro de 1902, no qual se defendia, EXCETO:
A estratégia de participar das eleições;
A perspectiva, em relação ao Estado, de elaboração de uma legislação trabalhista (diminuição das horas de trabalho, visão das greves como reguladores dos aumentos de salários e da conquista de direitos sociais);
Apoiar ligas de resistências e greves;
A evolução natural para o socialismo através de vitórias graduais;
Agremiações operárias: verba para “fundar e manter instituições como bolsas proletárias, casas fornecedoras proletárias para gêneros de primeira necessidade, cooperativas de produção, escolas, postos médicos, [...] advogados, companhias de compra e edificação de imóveis, e até casas de diversão”.
“Marx e Engels denunciavam o que estava sendo feito no progresso dilacerador do capitalismo e do imperialismo; insistiam em que era necessário que os homens lutassem no sentido de suplantá-los e nos indicaram alguns caminhos. No entanto, nessa denúncia estava implícito um outro conjunto de julgamentos de valor: a burguesia havia ‘salvado uma parte considerável da população da idiotice da vida rural’; as nações subjugadas eram ‘bárbaras e semibárbaras’: as potências dominantes eram ‘civilizadas’. Assim, com base nesse tipo de confiança nos valores singulares de modernização e da civilização foi criada uma distorção fundamental na história do comunismo”.
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade: na história e na literatura. Trad. Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 493.
No excerto acima, extraído da obra O campo e a cidade, Raymond Williams aponta que Marx e Engels, em seu Manifesto comunista, haviam afirmado que relações de centralização e de dependência tinham criado condições favoráveis à revolução. Sobre este contexto, analise as afirmativas abaixo.
I. Engels teria sido um dos primeiros a compreender a cidade moderna como uma consequência social e física do capitalismo, sobretudo com a publicação da obra A situação da classe operária na Inglaterra em 1844.
II. Williams entende que Marx e Engels viam o proletariado urbano empobrecido como um corpo coletivo que aprenderia e criaria novas formas de sociedade, superior àquela existente.
III. Para Williams há uma ambiguidade na argumentação de Marx e Engels e que está no excerto acima: se as formas de desenvolvimento burguês continham, ainda que não isentas de suas próprias contradições, valores superiores à “idiotice rural”, então qualquer programa, em nome do proletariado, poderia ser justificado e imposto.
Estão corretas as afirmativas:
I apenas
II apenas
III apenas
I e III apenas
I, II e III
Sobre o surgimento das “Ideias Sociais no século XIX” e suas principais correntes de pensamento, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O surgimento das ideias socialistas explica-se pelos problemas econômico-sociais criados pelo Capitalismo, incluindo as condições subumanas do proletariado, com exaustivas jornadas de trabalho e sem direitos trabalhistas.
( ) O socialismo utópico apresentou os princípios de uma sociedade ideal, porém sem indicar os meios para torná-la real. Defendia a ideia de que homem, embora tenha sido pervertida pelo capitalismo, poderia livrar-se das influências corruptoras mediante o apelo da justiça e da solidariedade humana.
( ) O socialismo científico baseou-se na análise das realidades econômicas, da evolução histórica e do capitalismo para formular leis e princípios determinantes para uma sociedade sem classes e igualitária.
( ) Geralmente confundido com o Movimento Sindical, o Sindicalismo pregava a necessidade de uma ação direta da classe operária, através de greves, do fortalecimento dos sindicatos e de ações violentas que gerassem o enfraquecimento do capitalismo e favorecessem a revolução social.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V.
F – V – V – F.
V – F – V – F.
V – V – F – F.
F – V – F – V.
“O bloco socialista, por sua vez, expandiu-se graças à ocupação realizada pelo Exército Vermelho. O socialismo, aí, não surgiu como decorrência de uma livre escolha por parte dos trabalhadores, mas sim como uma imposição manu militari [com curso de força militar]. Além disso, esses países, com exceção da Alemanha Oriental e Tchecoslováquia, não eram desenvolvidos. [As] formas de organização social e política [nos países ocupados]: a específica particularidade russa tornou-se o modelo imposto às sociedades do Leste europeu, com exceção da Iugoslávia”
Iugoslávia” FREDERICO, Celso. Crise do socialismo e movimento operário. São Paulo: Cortez, 1994 (Coleção questões da nossa época; v. 33). p. 30 e 31.
O autor está se referindo à ocupação de países pela União Soviética, como consequência da atuação soviética na derrota do nazifascismo. Tal atuação da União Soviética exigiu a realização de um giro tático. Identifique entre as alternativas a seguir qual contempla corretamente a ação da URSS que teve como uma das consequências a ocupação de países nos moldes citados por Celso Frederico:
A Operação Barbarossa foi a missão secreta realizada pela Inglaterra, Estados Unidos e Rússia que derrotou o nazismo no ano de 1944. A partir dela a União Soviética conseguiu, com o apoio dos EUA, elevar Tito ao poder na Iugoslávia.
O Pacto Molotov-Ribbentrop foi assinado pela União Soviética e os Estados Unidos para suspender a Guerra Fria e instaurar um regime de colaboração permanente contra todos os governos nazifascistas do mundo. Foi através deste Pacto que a URSS de Stálin conseguiu o apoio diplomático e militar dos EUA para anexar a Alemanha Oriental ao seu território, convertendo-a em República Democrática Socialista Alemã, após a vitória sobre Hitler.
Foi realizado acordo entre os EUA e a URSS contra a Alemanha nazista. Em 1943, a Conferência de Teerã promoveu a inédita reunião dos líderes Stalin, Roosevelt e Churchill. Desta conferência foi traçada a operação combinada que sagrou-se vitoriosa contra o nazifascismo.
Suspendeu-se a Guerra Fria, mas tudo não passou de uma estratégia soviética para que o comunismo se espalhasse pelo mundo. Com a suposta suspensão, os Estados Unidos cessaram sua campanha de disseminação da Doutrina de Segurança Nacional nos países latino-americanos. Com isso as principais revoluções socialistas provenientes de guerrilha armada ocorreram em Cuba, na Nicarágua e na Venezuela.
O surgimento do Movimento Operário no século XIX foi
um fenômeno social transnacional, uma vez que emergiu como consequência direta do internacionalismo proletário, surgido na Comuna de Paris e difundido por pensadores como Karl Marx, Friedrich Engels e Pierre-Joseph Proudhon.
uma onda de revoltas isoladas, durante a Revolução Industrial, contra a mecanização das fábricas, que tinham como característica comum serem lideradas por operários fabris ingleses, no auge da repercussão do ludismo.
fruto da sindicalização massiva que os trabalhadores, principalmente urbanos, experimentaram na Europa após o exemplo bem-sucedido da social-democracia alemã que, por meio da atuação orquestrada de vários sindicatos, tomou o poder e conseguiu inegável avanço na legislação trabalhista.
uma reação coletiva dos operários às duras condições de trabalho nas fábricas e à falta de direitos trabalhistas, que também contou com o apoio de lideranças intelectuais que queriam reformar a sociedade e construir o socialismo.
parte das mudanças na mentalidade burguesa das elites urbanas europeias, influenciada pelo liberalismo e pela defesa dos direitos essenciais dos cidadãos, inclusive os trabalhistas, em prol do progresso e da civilização.


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