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A respeito das populações nativas que conquistadores espanhóis e portugueses encontraram ao chegarem à América do Sul, é correto afirmar que
o grupo militarmente mais forte era composto pelos astecas, organizados numa grande Confederação mantida economicamente a custo de tributos, guerras constantes e um amplo comércio que abarcava territórios e grupos populacionais distantes no continente.
os nativos do tronco linguístico designado como tupi predominavam numericamente e eram compostos de muitos povos diferentes que viviam principalmente no interior do território, se organizavam em aldeias e, em geral, se mostravam avessos à prática guerreira e à formação de impérios.
os incas, cujo “reino” denominado Tawantisuyo expandia-se em direção à Amazônia no momento da conquista, empregavam variadas formas de trabalho e de cobrança de tributos em virtude dos diferentes territórios que ocuparam, e algumas delas foram apropriadas pelos colonizadores.
as populações ostentavam graus diferentes de evolução social: alguns povos guerreiros mais civilizados, como os maias, construíam sofisticadas pirâmides e praticavam a escrita, enquanto outros, menos engenhosos porém mais pacíficos, desenvolviam o artesanato, a tecelagem e viviam de forma harmoniosa com a natureza.
os povos nativos foram todos genericamente designados pela Igreja e pelas Coroas ibéricas como “índios”, a partir de um equívoco de denominação cometido por Colombo, e foram conquistados mediante a utilização das mesmas estratégias, que desprezavam alianças e negociações, restringindo-se a práticas deliberadas de extermínio e escravidão.