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“O problema da coisificação dos escravos ganha então uma dimensão bem mais abrangente. A definição legal do escravo como “coisa” se transforma também numa condição social [...]”. (CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990). Sobre a escravidão no Brasil, é INCORRETO afirmar:
A existência da escravidão é um fato da história humana, uma invenção do direito positivo e não algo inscrito na natureza mesma das coisas.
A coisificação do escravo foi tão intensa a ponto de que os seus proprietários acreditavam lidar com seres semelhantes ao gado.
A historiografia ainda não conseguiu desmentir o mito de não violência da escravidão no Brasil.
Existia a compreensão de que a inferioridade dos escravos em relação aos homens livres era algo natural.
A inferioridade natural e a coisificação abriam espaço para ações violentas contra os escravos, no sentido de que os mesmos configuravam-se como propriedades.