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Abordar conteúdos que trazem para a sala de aula a história da África e do Brasil africano é fazer cumprir nossos grandes objetivos como educadores: levar à reflexão sobre a discriminação racial, valorizar a diversidade étnica, gerar debate, estimular valores e comportamentos de respeito, solidariedade e tolerância. E é também a oportunidade de levantar a bandeira de combate ao racismo e às discriminações que atingem em particular a população negra, afro-brasileira ou afrodescendente.
(Marina de Mello e Souza, África e Brasil africano)
Entre as marcas da discriminação racial na história do Brasil, é correto identificar
a segregação total entre brancos e negros, o que levou à recriminação da mestiçagem e a uma situação social em que o mestiço era tão excluído quanto o negro.
a censura imposta aos artistas negros e mulatos nos programas da Rádio Nacional, restringindo a circulação da música afro-brasileira no contexto da Era Vargas.
a criminalização prevista na legislação penal, até a Constituição de 1946, de práticas culturais afro-brasileiras tais como a capoeira, o samba e o candomblé.
a ideia de que a mestiçagem produziria filhos de pele mais clara, cabelo mais liso, lábios e nariz mais finos, com a intenção de apagar os traços africanos da população.
a ausência do negro e da cultura afro-brasileira na educação básica até que os PCNs da década de 1990 impusessem a obrigação legal de abordagem dos temas.