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Marx, Freud, Einstein, todos transmitiram a mesma mensagem para a década de 20: o mundo não era o que parecia ser. Os sentidos, cujas percepções empíricas moldaram as nossas ideias de tempo e espaço, certo e errado, lei e justiça, e a natureza do comportamento do homem não eram confiáveis. Além disso, a análise marxista e freudiana se juntaram para minar, cada uma a sua maneira, o sentimento de responsabilidade pessoal e de dever para com o código da verdadeira moral, que era o centro da civilização europeia do século XIX.


JOHNSON, P. Tempos modernos. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990. p. 9.


A obra do filósofo alemão Karl Marx contribuiu para minar o sentimento de responsabilidade pessoal com o código moral vigente na sociedade europeia ao mostrar que


A

o conhecimento das ciências humanas baseado nas percepções dos sentidos deveria ser substituído pelo conhecimento empirista das ciências naturais.


B

o modelo de sociedade baseado nas premissas do certo e do errado deveria dar lugar ao modelo em que o próprio indivíduo definiria seu código moral.


C

a violência das guerras e das revoluções não deveria ser o parâmetro para se pensar a organização de um novo modelo ideal de sociedade.


D

a coesão nacional, fundamentada no apego às instituições cívicas e familiares, deveria ser resgatada numa sociedade de caráter socialista.


E

a moral burguesa que criou os códigos jurídicos expressava o interesse ideológico de uma classe e não a verdadeira justiça social igualitária.