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Um dos momentos mais expressivos da Conjuração Baiana foi o dia 8 de dezembro de 1799, quando foram mortos e esquartejados os quatro condenados acusados de fomentar o movimento pela proclamação da República da Bahia. Houve intensa participação do povo nesse ato realizado na Praça da Liberdade, em Salvador, mas é preciso destacar também a presença marcante de elementos da religiosidade católica, que buscavam ‘salvar’ a alma dos condenados e, com isso, recuperar a imagem da religião católica. Todavia, essa busca pela recuperação da alma dos condenados por meio dos frades franciscanos representava a intenção explícita de
combater as heresias, de caráter medieval que estavam preservadas e subjacentes no movimento de ‘Revolução Baiana’.
exemplificar à população que as ações que buscassem romper com a ordem política vigente eram contrárias aos desígnios de Deus.
recuperar a fé católica que, claramente, estava sendo ameaçada pelas fortes influências oriundas dos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade.
mostrar à população, que acompanhava a execução dos condenados, que estes jamais seriam abandonados pelos religiosos, uma vez que, por serem da Ordem Franciscana, apoiavam o movimento em prol da libertação da Bahia.
ao apoiarem os ideais da Revolução Francesa nunca abandonaria àqueles que estavam defendendo a liberdade.