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“Na metade do século XI, o Ocidente cristão inicia, com tentativas isoladas, a ofensiva contra o Islã. Mas não é nada que se assemelhe a uma guerra religiosa. São guerras de conquista que são feitas até mesmo contra gente da mesma religião, se as circunstâncias e a posição geográfica se preste a isso. Quanto aos normandos, atacaram indiferentemente tanto Bizantinos quanto Muçulmanos.”
PIRENNE, Henri. Storia d´Europa dalle invasioni al XVI secolo. Roma: Orsa Maggiore, 1991
O texto de Pirenne apresenta os vários aspectos das Cruzadas no fim da Idade Média. Sobre as Cruzadas é INCORRETO afirmar:
As Cruzadas surgem como uma tentativa de ofensiva contra o Islam, mas trata-se também de uma guerra de conquista, sendo que muitas vezes não se tinha diferenciação entre muçulmanos e bizantinos, logo, cristãos, na hora do ataque.
As Cruzada são proclamadas pelo papa, mas a captação de todos os recursos é responsabilidade dos reis e senhores que aceitaram o chamado em troca das terras conquistadas.
Eram os nobres que comandavam as expedições, das quais formavam uma guerra feudal, onde o feudalismo europeu tornou-se um corpo único com o mesmo ideal.
Somente o entusiasmo religioso e a autoridade papal criaram o movimento das Cruzadas, das quais nobres e servos participaram apenas para afastar o islã do ocidente.
Para os bizantinos, os cruzados eram bárbaros pois Constantinopla, a Rainha das Cidades, foi saqueada e dominada por cruzados e venezianos.