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Segundo as estatísticas oficiais, a média anual de ingresso de escravos no Brasil foi de 32.770 cativos, no período de 1811 a 1820, e de 43.140 no período de 1821 a 1830. A concentração da entrada de escravos pelos portos ao sul da Bahia, com amplo destaque para o Rio de Janeiro, cresceu enormemente. Esses portos receberam 53% do total de escravos importados entre 1811 e 1820 e 69% do total entre 1821 e 1830.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1995. Adaptado.)
A estatística apresentada pelo historiador Boris Fausto acerca do tráfico negreiro nas décadas de 10 e 20 do século XIX aponta tanto para um significativo aumento da chegada de cativos quanto para o deslocamento dos locais de entrada. O que explica esses fenômenos?
Novas descobertas auríficas em Minas Gerais e em Goiás, que passaram a necessitar de mais escravos.
A transferência da Corte de Lisboa para o Rio de Janeiro, que exigiu um expressivo aumento de escravos domésticos.
As leis de proibição do tráfico, promulgadas sob pressão inglesa, que levaram à intensificação do tráfico antes de entrarem em vigor.
A necessidade de mão de obra em decorrência da expansão da cultura cafeeira no Vale do Paraíba.