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Partindo de seu projeto de estudar a formação dos países na América Latina de forma comparativa, Maria Lígia Prado (1994), na obra A formação das nações latino-americanas, analisa as relações entre a Igreja e o Estado Nacional à luz dos casos do México e da Colômbia. Sobre esse tema, e tendo como base o referido texto, marque a opção CORRETA.
Enquanto no México venceu o projeto político liberal, que terminou por subordinar a Igreja ao Estado e produziu, até os dias de hoje, uma cultura anticlerical, na Colômbia, até a atualidade, a influência da Igreja é extraordinária, sendo ela uma das mais tradicionais e conservadoras da América Latina.
Tanto no México quanto na Colômbia pós-independência houve grande instabilidade política com a ruptura constante da legalidade constitucional por ditadores que se sucediam no poder e eram apoiados pela Igreja Católica.
Em ambos os Estados Nacionais houve desestruturação da terra indígena, mas esse processo foi mais traumático na Colômbia, já que, no México, a interferência da Igreja Católica fez com que os pequenos proprietários que surgiram daí pudessem vender suas terras, obtendo uma espécie de “indenização”.
Tanto no México quanto na Colômbia, a Igreja Católica assumiu, inicialmente, uma posição liberal, e apenas depois de consolidados os Estados Nacionais desses países, ela se tornou uma instituição conservadora.
Apesar dos bens da Igreja Católica na Colômbia serem maiores do que os da Igreja mexicana, em extensão, valor e importância, foi no México que essa instituição patrocinou de forma mais efetiva o projeto conservador.