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“Esse trabalho era, como sabemos, trabalho compulsório. Entretanto, o caráter compulsório do trabalho não provinha da escassez absoluta de mãode-obra, mas do fato de que a oferta desses trabalhadores no mercado era regulada pelo comércio negreiro.”
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MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. 2ª edição. Livraria Editora Ciências Humanas. SP. 1981. P.25
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“Paradoxalmente, é a partir do tráfico negreiro que se pode entender a escravidão africana colonial, e não o contrário.”
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NOVAIS, Fernando Antônio. Estrutura e dinâmica do antigo sistema colonial (séculos XVI-XVII), 2ª edição, Cebrap, SP, 1975, p. 32.
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Os fragmentos de texto acima reafirmam a importância do tráfico negreiro como impulsionador do sistema escravista na América portuguesa.
O gráfico a seguir destaca a importância da cidade do Rio de Janeiro, então capital da colônia e, posteriormente, sede do Reino português e do Império brasileiro, como o maior ponto receptor de africanos escravizados das Américas, entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do XIX.
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VARIAÇÃO DA QUANTIDADE DE NAVIOS NEGREIROS QUE ATRACARAM NO PORTO DO RIO DE JANEIRO, 17+.-1830
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Manolo Florentino. Em costas negras. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.
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Os textos e o gráfico fornecem elementos que permitem afirmar corretamente que:
o tráfico negreiro em direção ao Brasil era pouco significativo nas primeiras décadas do século XIX, pois a mão de obra livre já estava em franca expansão no país
o tráfico negreiro no porto do Rio de Janeiro, à época citada, tornou-se intenso devido, principalmente, ao crescimento da economia cafeeira na região centro-sul
a cidade do Rio de Janeiro, à época citada, transformou-se no principal centro fornecedor de braços escravos para a crescente economia mineradora do ouro e do diamante
a economia açucareira na região centro-sul do Brasil continuava a predominar, exigindo, um maior número de africanos escravizados que aportavam no Rio de Janeiro