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“O linchamento público de um jovem negro e favelado, Cleidenilson da Silva, ocorrido em plena praça pública na periferia da capital maranhense, no dia 7 de julho de 2015, virou capa histórica do jornal carioca Extra (dia 8/7/2015). A manchete do jornal fazia uma comparação entre a situação do país à época e a vivida no período da escravidão:
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Os 200 anos entre as duas cenas servem de reflexão: evoluímos ou regredimos?
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Se antes os escravos eram chamados à praça para verem com os próprios olhos o corretivo que poupava apenas os homens de sangue azul: os juízes, o clero, os oficiais e os vereadores; hoje avançamos para trás.”
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Extraído: www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/em-capahistorica-jornal-estampa-o-atraso-do-brasil-2887.html
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O noticiário, que envergonha a toda a humanidade, em especial os brasileiros, pois foram séculos do sistema escravista que marcaram nossa História, permite afirmar corretamente acerca das heranças da escravidão no Brasil que:
abolida a escravidão em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, a jovem República tratou de inserir os libertos na sociedade, assegurando-lhes, mesmo que de forma restrita, a cidadania
a primeira Constituição republicana, aprovada em 1891, restringiu a cidadania brasileira ao estabelecer o Voto Censitário, excluindo os negros da participação política
passados mais de cem anos da abolição da escravidão, os negros e afrodescendentes continuam a ser discriminados e marginalizados, sofrendo ações racistas e excludentes
o fato de a população negra e de afrodescendentes brasileiros constituírem uma minoria, acaba contribuindo para que o racismo e a exclusão dessa parcela ainda prevaleça no país