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O sistema acabou tarde e de maneira conservadora. Apenas depois de uma série de leis graduais, como a Lei do Ventre Livre (que libertava os filhos mas não as mães, e ainda garantia ao senhor o direito de optar entre ficar com os libertos até 21 anos e entregá-los ao governo), a Lei dos Sexagenários, de 1885 (que manumitia escravos precocemente envelhecidos e muitas vezes impossibilitados de trabalhar, representando despesas em vez de lucros para o proprietário), e finalmente a Lei Áurea de 13 de maio de 1888. [...]
SCHWARCZ, Lila Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 29-30.
As leis abolicionistas, Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários e Lei Áurea tiveram caráter conservador porque
beneficiavam mais os senhores do que os próprios escravos, aliviando gastos sem retorno econômico.
deixavam os filhos de escravas nascidos livres e os escravos idosos entregues à própria sorte.
mantiveram o sistema escravista intacto até a data limite imposta pelas determinações da Lei Áurea.
pretendiam esfacelar o núcleo da família escrava, separando os recém-nascidos e os mais velhos.