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Texto para a questão 59.
" [...] O exército sempre foi uma instituição essencial para os romanos. Durante os primeiros cinco séculos, desde a fundação de Roma até as reformas do general Mário, em 111 a.e., o exército romano era composto por todos os cidadãos e, por isso, era chamado de 'exército de camponeses'. [...] A participação no exército era obrigatória e, portanto, as guerras retiravam do trabalho no campo contingentes significativos de homens. [...]
O exército dividia em legiões, unidades que agrupavam aproximadamente três mil infantes, 1200 homens de assalto e trezentos cavaleiros, comandadas no mais alto nível pelos cônsules e pelos pretores, chamados de generais, em latim imperatores, 'aqueles que mandam'. Os generais vencedores eram socialmente muito respeitados e tinham direito a honras importantes, tais como desfilar em triunfo com suas tropas pela cidade de Roma. [ ... ]"
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2007, p. 87-88 e 92).
A leitura do texto, aliada aos conhecimentos sobre a Roma Antiga, leva-nos a concluir que
a importância do exército romano estava pautada na contenção das revoltas dos plebeus.
a liderança das legiões militares era aberta aos diversos grupos que compunham o exército romano, por isso o caráter democrático dessa instituição.
os generais que lideravam os exércitos nas conquistas territoriais romanas passavam a ter direito a honrarias importantes, mas nenhum deles ascendeu ao cargo político máximo de Roma.
o recrutamento militar de camponeses pelo exército romano foi um dos fatores que estimularam os patrícios latifundiários a utilizarem cada vez mais os escravos, oriundos das guerras, nas suas propriedades, pois estes estavam livres de servir ao exército.
a participação de todos os grupos sociais no exército romano prevaleceu no período monárquico.