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Leia o texto a seguir.
“Sociedade de senhores porque sociedade de escravos, era na sujeição do negro que se definia a personalidade do senhor. E sob relações paternalistas estava mascarada a extrema violência do escravismo. Donos da vida e da morte em seu mundo, aos senhores cabia velar pelos negros, nutrindo-os, vestindo-os e castigando-os. Pão, pano e pau eram os elementos fundamentais das obrigações do proprietário para com seus escravos. Pouca comida, vestuário miserável, castigo duro e contínuo, a realidade. A rígida hierarquia dessa sociedade não significou, em absoluto, acalmia social. Nos três séculos de vida colonial, as regiões do açúcar foram palco de tensões e conflitos entre senhores e escravos, entre brancos e índios, entre colonos e agentes metropolitanos, entre proprietários de engenho e lavradores e comerciantes, que marcaram com sangue a apenas aparentemente plácida História do Brasil.
(FERLINI, Vera Lúcia. A civilização do açúcar).
Assinale a alternativa que aponta uma das características marcantes desta “civilização do açúcar":
Relaciona-se ao fato de poder o negro conquistar sua liberdade e equivalência na pirâmide social.
Foi o autoritarismo patriarcal aristocrático, caracterizado pelo domínio do senhor de engenho em todos os setores daquela sociedade.
Identifica-se no fato de as grandes distâncias sociais serem acentuadas pelos componentes religiosos.
Percebe-se na identificação de lavradores e comerciantes com a causa do africano escravizado.