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Houve três ondas revolucionárias principais no mundo ocidental entre 1815 e 1848. (A Ásia e a África permaneciam até então imunes: as primeiras revoluções em grande escala na Ásia [...] só ocorreram na década de 1850). A primeira ocorreu em 1820-24. Na Europa, ela ficou limitada principalmente ao Mediterrâneo, com Espanha e Portugal (1820), Nápoles (1820) e a Grécia (1821) como seus epicentros. Fora a grega, todas essas insurreições foram sufocadas. […]
A segunda onda revolucionária ocorreu em 1829-34 […].
(Eric J. Hobsbawm, A Era das revoluções: Europa 1789-1848)
Segundo Hobsbawm, essa “segunda onda revolucionária”, entre outros eventos,
enfraqueceu o absolutismo na Rússia com a imposição de uma carta constitucional; garantiu as condições políticas para a efetivação da unificação da Itália, e uma revolução liberal em Portugal reestabelece a coroa de dom Miguel.
fortaleceu o absolutismo nas nações ibéricas graças a uma considerável reação aristocrática; a Polônia conquistou a independência do Império Alemão, e houve uma forte ampliação dos direitos de cidadania na Grã-Bretanha.
disseminou-se por toda a Europa e pelos Estados Unidos legislações de proteção aos trabalhadores; a Finlândia libertou-se do Império Russo, e uma revolta conservadora em Portugal resultou na ampliação dos poderes absolutistas do soberano.
representou a derrota da revolução liberal na Suíça; a instituição dos direitos de cidadania ativa oferecida a todos os franceses, e o estabelecimento de regimes monárquicos constitucionais pela Dinamarca e pela Romênia, depois de convulsões sociais.
afetou toda a Europa a oeste da Rússia e a nação norte-americana, com as reformas do presidente Andrew Johnson; a derrubada dos Bourbon na França estimulou várias outras insurreições, e a Bélgica conquistou a sua independência da Holanda.