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Robert Slenes constatou que em Campinas, nas grandes e médias propriedades, quase 20% das crianças [escravizadas] entre dez e quatorze anos já não contavam com pai e mãe, mas descartou a mortalidade como causa, atribuindo a ausência de ambos a uma provável venda.
(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva)
Os dados apresentados reforçam a ideia de que
a ausência de vínculos afetivos entre os escravizados consanguíneos provocou a ausência de famílias.
a ordem escravista desinteressava o Estado português no estabelecimento de relações familiares entre escravizados.
o casamento apenas poderia ocorrer entre pessoas livres prevaleceu, conforme defendia a Igreja.
a instituição familiar entre os escravizados foi recorrente porque havia a forte pressão da Igreja.
a separação forçada foi um dos grandes obstáculos para a vida familiar entre os escravizados.