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O tráfico atlântico implicou o deslocamento compulsório de 12 milhões e meio de homens, mulheres e crianças através do oceano [...]. Em sua face mais profunda, o tráfico humano vinculava-se às especificidades históricas das Américas, da Europa e da África.
FLORENTINO, Manolo. Aspectos do tráfico negreiro na África Ocidental (c. 1500-c.1800). In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil colonial: vol. 1 (ca. 1443-ca.1580). 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015, p. 229.
A respeito do tráfico atlântico e das sociedades escravistas na América portuguesa, assinale a alternativa correta.
A demanda brasileira por cativos de origem africana consolidou-se apenas no século 19, com as economias cafeeira e aurífera.
Apesar de sua importância para a economia açucareira colonial, os escravizados africanos e seus descendentes não foram decisivos para a economia mineradora, que preferiu trabalhadores assalariados.
O tráfico atlântico de escravos foi um negócio conduzido exclusivamente por europeus e, entre eles, por portugueses e espanhóis.
Após forte pressão da Inglaterra, as reformas pombalinas, em meados do século 18, aboliram o tráfico atlântico em todo o Império português.
Inicialmente, a legitimidade do tráfico atlântico e da escravidão da época moderna sustentou-se na preexistência de dispositivos costumeiros e segregacionistas de natureza étnico-religiosa herdados do catolicismo ibérico, como as concepções de “limpeza de sangue” e “defeito mecânico”, aplicadas originalmente aos “mouros” e aos judeus.