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Leia o texto a seguir, da historiadora Patrícia Alves Melo, que traça uma série de fatores que ajudam a explicar os silenciamentos existentes sobre a presença negra no Amazonas.
“Esta poderia se chamar a história da construção de um silêncio porque, se há uma ausência inquestionável e longeva na historiografia produzida no (e sobre o) Amazonas, sem dúvida, é aquela que tematiza a presença negra. Para começar essa discussão, é preciso assumir a existência de tal silêncio e tentar delinear, na medida das possibilidades, suas motivações, alcances e limites na historiografia amazonense”.
(MELO, Patrícia Alves. Por uma história da escravidão africana e da presença negra na Amazônia. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.13).
Sobre esses fatores, é correto afirmar que
ressalta-se a existência de uma historiografia indígena que, na busca pela valorização da história dos povos nativos da região, reduziu a importância da presença negra.
aponta-se a importância da criação de um espaço de formação institucional para profissionais de História no Amazonas muito influenciado pela historiografia do eixo Sul-Sudeste.
destaca-se a proeminência de uma abordagem sobre a História do Brasil que gerou apagamentos significativos sobre o contexto regional amazônico.
encontra-se a preponderância de uma historiografia que tipificou como diminuta a presença africana na vida econômica da região.
situa-se a parca documentação sobre a vinda de contingentes negros para a região amazônica.