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Analise o texto a seguir.
“Quando se trata de escravidão na Amazônia, o mais comum é iniciar com uma ressalva. A maioria dos trabalhos assegura que o uso da escravidão negra foi pouco significativo na economia amazônica do século XVII e primeira metade do século XVIII. (...) Não restam dúvidas de que o número de escravos disponíveis na região só irá sofrer aumento significativo quando a Companhia de Comércio do Grão-Pará inicia suas atividades no tráfico atlântico e, da mesma forma, não há o que questionar quanto à predominância do uso da mão de obra dos índios no decorrer do século XVIII. Contudo, como afirmou Luís Pinheiro, o que se coloca em questão é o fato de que, 'desde meados do século XVIII, a introdução de negros no Grão-Pará tornou-se uma realidade importante para a sociedade e para a economia da província. A presença de africanos no Grão-Pará ativa e coloca em movimento questões muito mais amplas que não podem ter suas dimensões avaliadas apenas em função do número de escravos disponíveis porque, o que está em jogo, é a própria montagem e reiteração de uma sociedade escravista cuja lógica de reprodução não se limita ao número de homens disponíveis nos plantéis, mas antes se traduz na reiteração de relações de subordinação e poder que dão vida ao próprio sistema. Isso, sem dúvida, é uma realidade importante que deve ser adequadamente considerada'”.
(SAMPAIO, Patrícia Melo. Espelhos Partidos: etnia, legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da UFAM, 2011. pp.80-82).
Qual o argumento central defendido pela historiadora acerca do estudo sobre a escravidão africana na Amazônia colonial?
Houve um apagamento histórico dos negros na historiografia amazônica em função da tese da baixa presença de escravos africanos na região.
Há que se considerar, como fator fundamental, o papel desempenhado pela companhia de comércio do grão-pará no tráfico atlântico.
A questão numérica não deve se constituir como fator primordial para a análise das relações escravistas na região.
A mão de obra africana foi pouco relevante na dinâmica da formação socioeconômica da Amazônia colonial.
É preciso admitir que a mão de obra indígena foi predominante no decorrer do século XVIII.