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Leia com atenção o poema que se segue: Padrão, de Fernando Pessoa.
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
Este poema é uma referência às chamadas Grandes Navegações portuguesas. Sua perspectiva sobre esse fato é
crítica, questionando os atos e feitos dos conquistadores portugueses.
celebratória, em linha com a tradicional apologia dos conquistadores.
pessimista, considerando que os feitos gregos e romanos foram mais significativos.
apologética, defendendo todos os exploradores dos mares e oceanos.
constritiva, de pesar pelos crimes cometidos durante a expansão.