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A expansão marítima europeia, nos séculos XV e XVI, foi motivada essencialmente por fatores religiosos, buscando apenas a conversão de povos pagãos, sem qualquer interesse comercial ou geopolítico na busca por novas rotas e recursos.
Certo
Errado
A colonização holandesa deve ser compreendida como um fenômeno histórico profundamente articulado à formação do capitalismo mercantil moderno, à expansão marítima europeia e à consolidação de estruturas econômicas, políticas e culturais voltadas à acumulação de capital, ao controle de rotas comerciais e à exploração sistemática de territórios ultramarinos. Sobre esse assunto, é INCORRETO afirmar que:
no plano cultural e científico, a colonização holandesa contribuiu significativamente para o desenvolvimento da cartografia moderna, da iconografia colonial e da produção de conhecimento sobre o “Novo Mundo”.
do ponto de vista estrutural, a colonização holandesa esteve diretamente ligada ao protagonismo das companhias privilegiadas, em especial a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, responsável pela expansão nos territórios atlânticos, e a Companhia das Índias Orientais, voltada para o comércio asiático.
diferentemente dos modelos coloniais ibéricos, a experiência holandesa caracterizou-se por uma racionalidade empresarial, urbana e financeira, na qual o Estado, o capital privado e as companhias de comércio atuaram de forma integrada.
em termos econômicos, a colonização holandesa operou segundo a lógica do capitalismo comercial, baseada no financiamento, no crédito, no seguro marítimo e na circulação internacional de mercadorias.
do ponto de vista político-administrativo, a colonização holandesa apresentou uma organização mais centralizada quando comparada aos impérios ibéricos, com diversos projetos de evangelização católica.
O mundo ocidental passou por grandes transformações entre os séculos XV e XVII, período marcado pelo Renascimento e pela expansão ultramarina, bem como, mais tarde, pela independência dos Estados Unidos da América e pela Revolução Francesa. Acerca desse período, assinale a opção correta.
A invenção da tipografia em caracteres móveis por Gutenberg teve impacto reduzido na sociedade da época em decorrência do baixo nível de alfabetização da população.
A expansão marítima ibérica, ainda no século XV, deslocou o eixo econômico europeu do Mediterrâneo para o Atlântico; em decorrência disso, Lisboa, Sevilha e, posteriormente, Antuérpia e Amsterdã emergiram como novos centros de redistribuição de riquezas, enquanto as cidades italianas experimentaram um relativo declínio.
Nos séculos XVII e XVIII, Copérnico, Galileu e Newton derrubaram a cosmovisão medieval e deslegitimaram a autoridade bíblica e aristotélica ao instituírem a observação empírica e a matematização da natureza como critérios de verdade.
No século XVIII, a Guerra dos Sete Anos tornou-se o primeiro conflito de alcance mundial, com as grandes potências europeias lutando em diversos continentes, como Europa, América, Índia e África; ao final desse conflito, a Inglaterra saiu fortalecida, superando a França na disputa por colônias e mudando para sempre o equilíbrio de poder entre as nações.
No século XVI, a Reforma Protestante fragmentou pela primeira vez a unidade religiosa do cristianismo, desencadeando conflitos confessionais, consolidando o poder papal e redefinindo as fronteiras de autoridade entre as instituições eclesiásticas e os Estados emergentes.
Com relação aos povos existentes nas Américas antes da chegada dos europeus, é correto afirmar que
os maias criaram o maior império da América do Sul.
eles desconheciam técnicas agrícolas.
o império incaico estendeu-se por boa parte da América do Sul.
a técnica de construção dos astecas era rudimentar.
eles rejeitavam crenças e práticas religiosas.
As navegações europeias inseriram-se em um contexto de transformações políticas e econômicas associadas à formação dos Estados modernos. Esse processo redefiniu as relações comerciais e os mecanismos de dominação. A análise histórica enfatiza suas conexões estruturais. A expansão marítima esteve associada à __________ do poder estatal e à __________ das práticas econômicas.
Marque a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas acima:
feudalização econômica - autossuficiência
centralização política - mercantilização
fragmentação política - economia natural
descentralização do poder - escambo


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A corrida por colônias na África e na Ásia provocou situações de conflito e tensão diplomática entre potências europeias.
Certo
Errado
“O curral era o cenário para toda essa atividade: 'Em cada fazenda', explicava o ouvidor Durão, no século XVIII, 'deve haver pelo menos três currais que tomam diversos nomes conforme o serviço que prestam. Chama curral de vaquejada àquele em que se recebe o gado que tem de ser vendido, onde se tira o leite e onde se faz o rol de porteiras; curral de apartar e em que se recebe todo o gado indistintamente para ao depois ser distribuído pelas diferentes acomodações; curral de beneficio, onde se recolhem os garrotes para serem ferrados e para se fazer as partilhas dos vaqueiros.' Tais fazendas se formavam com facilidade. Uma casa rústica coberta de folhas de carnaúba abrigava homens, mulheres e crianças. Num curral tosco se introduziam, em geral, oito vacas e um touro. As reses passavam por um período de adaptação aos pastos. Era a 'formação dos cascos'. Nessa fase eram necessários de dez a doze homens para o manejo: vaqueiros gabaritados e outros, os cabras, menos hábeis.”
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.143-144
Considerando esse processo histórico, a expansão territorial da pecuária na Colônia Portuguesa caracterizou-se principalmente por:
Lentamente as regiões, como vale do rio São Francisco, Piauí, Mato Grosso, Pernambuco, Acre, Ceará, foram ocupadas pelas manadas baianas que percorriam léguas e léguas do território dos sertões de dentro.
A expansão territorial enfrentou a resistência indígena desde o século XVI, situação vista pelas autoridades coloniais e sendo denominada, na época, “Guerra aos Bárbaros”.
O cotidiano de ocupação foi marcado pela terra árida e sol causticante, com poucas reservas de água e crises de abastecimento que duravam apenas no período curto de estiagem.
O tamanho dos currais variava de acordo com o rebanho e o número anual de bezerros onde três quartos das crias pertenciam ao vaqueiro.
No Piauí, como em outras áreas sertanejas, o número de libertos era baixo caracterizando o trabalho escravo como predominante na região.
Devido à atuação do chanceler Otto von Bismarck, o Império Alemão manteve-se afastado de todas as disputas imperialistas com outros países até o início das Guerras Balcânicas, em 1912.
Certo
Errado
Em História Moderna, a expansão marítima europeia e a Revolução Comercial alteraram circuitos de riqueza e estruturas políticas; nesse processo, políticas econômicas foram formuladas para fortalecer monarquias nacionais, articulando colonização, balança comercial e acumulação:
Mercantilismo e metalismo.
Liberalismo econômico clássico.
Keynesianismo e pleno emprego.
Socialismo utópico e cooperativas.
A Expansão Marítima europeia do século XV não pode ser associada à busca por novas rotas comerciais ou à necessidade de metais preciosos, sendo motivada apenas por interesses evangelizadores.
Certo
Errado


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O expansionismo marítimo europeu integrou interesses econômicos, estratégias políticas e transformações culturais. A ação das monarquias, o estímulo ao comércio de longa distância e a redefinição das relações entre Estado e mercado foram elementos centrais desse processo. Longe de ser apenas resultado de inovações técnicas, o fenômeno expressou mudanças estruturais do mundo moderno.
O expansionismo marítimo contribuiu para a_____dos Estados modernos, ao mesmo tempo em que favoreceu a____da economia e a____das redes comerciais.
Qual das alternativas completa corretamente as lacunas do texto?
instabilidade política - escambo - fechamento econômico
autonomia local - economia natural - isolamento
consolidação política - mercantilização - ampliação
fragmentação territorial - ruralização - retração
descentralização do poder - feudalização - estagnação
Leia o texto a seguir.
O termo diáspora define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. O termo "diáspora" é usado com muita frequência no mundo antigo para fazer referência à dispersão do povo judaico. Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. Todavia o termo foi originalmente cunhado para designar a migração e colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e Mediterrâneo, de 800 a 600 a.C. Segundo o autor Hall (2013), o termo diáspora é utilizado para descrever um fenômeno sociocultural da dispersão do povo africano para outros continentes, no entanto, como vimos acima, a origem do termo diáspora antecede a questão diaspórica dos africanos.
CRUZ, Ailton Machado da. História e cultura afro-brasileira. Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu, 2017.
A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que o conceito de diáspora, cunhado por Stuart Hall (2003), é compreendido como um campo de investigação
que se presta a dar conta especialmente dos fenômenos relativos às migrações humanas dos ex-países coloniais para as antigas metrópoles. Independentemente disso, demonstra a possibilidade e força dos grupos dominados em resistirem, em fazer frente e impedir o movimento migratório.
que ressalta a escravização como uma forma de minimizar a importância do continente africano, bem como suas representações positivas. Historicamente vincula uma imagem do continente africano à diminuição, desligado de sua relevância, suas construções e o desenvolvimento oriundo do continente.
de caráter interdisciplinar que explora as formas de produção ou criação de significados e de difusão deles nas sociedades atuais. Nessa perspectiva, a criação de significado e dos discursos reguladores das práticas significantes da sociedade revelam o papel apresentado pelo poder na regulação das atividades cotidianas das formações sociais.
mais amplo; o fenômeno ocorre no interior das relações de poder radicalmente assimétricas. É a lógica disjuntiva que a colonização e modernidade ocidental introduziram no mundo e sua entrada na história que constituíram o mundo, após 1492, como um empreendimento profundamente desigual, mas “global”.
Leia o texto a seguir.
Com a agropecuária, o perigo negro pode até ter diminuído, mas o medo continuou ou até aumentou. Nas minas, como nas fazendas, os escravos e as escravas, na maioria das vezes, suportaram resignadamente o impacto dos açoites, mas nem sempre. Às vezes acontecia de “a corda arrebentar do lado mais forte”, expressão sobre os crimes praticados por escravos em Goiás no século XIX. Para alguns, talvez, o medo dos escravos fosse até mais forte do que o medo dos indígenas, pois estes estavam longe; aqueles, ao lado. Nunca se sabia ao certo qual seria a reação dos escravos à violência da escravidão e o pior poderia acontecer.
OLIVEIRA, E. C. de. “O medo do outro”: conflitos entre brancos, negros e mestiços em Goiás nos séculos XVIII e XIX. Revista Territórios e Fronteiras, v. 10, n. 2, 2017. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/territoriosefronteiras/index.php/v03n02/articl e/view/616. Acesso em: 21 jan. 2026. [Adaptado].
Quem sentia o medo referido no texto?
As mulheres indígenas.
Os colonizadores brancos.
Os negros libertos.
As classes desfavorecidas.
Antes da chegada dos europeus, o continente americano era habitado por múltiplos grupos humanos que mantinham relações específicas com seus territórios, formas próprias de organização e diferentes modos de produção cultural. As experiências históricas desses povos não se desenvolveram de maneira uniforme, nem podem ser compreendidas a partir de modelos únicos. A interpretação historiográfica contemporânea busca compreender essa pluralidade a partir de suas dinâmicas internas.
Considerando esse quadro, qual leitura se mostra mais consistente?
Negação da existência de sistemas simbólicos estruturados.
Caracterização dessas sociedades como desprovidas de organização política.
Identificação de um padrão cultural homogêneo em todo o continente.
Reconhecimento da multiplicidade de formas de organização social e cultural articuladas aos diferentes ambientes.
Definição de suas economias como exclusivamente predatórias e rudimentares.
O expansionismo europeu dos séculos XV e XVI inaugura os tempos modernos. Na perspectiva europeia, as descobertas ultramarinas desvelavam um novo mundo cuja exploração o europeu se via no direito de fazer.
Em relação ao período das grandes navegações, iniciado no século XV, assinale a opção correta.
Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau são países africanos que foram colônias de Portugal, que neles deixou de herança o idioma português.
Quando da sua chegada à América, os colonizadores europeus encontraram povos divididos em pequenos reinos, já que antigos impérios, como o asteca, o maia e o inca, haviam desaparecido.
Quando aportaram no território que viria a ser o Brasil, os colonizadores portugueses encontraram povos nativos pertencentes ao tronco tupi-guarani, razão de sua homogeneidade cultural e linguística.
A fragmentação de pequenos reinos espalhados por todo o continente africano explica a inação de seu povo ao domínio europeu.
A África Subsaariana, situada ao norte do deserto do Saara, é a única porção do continente africano não submetida à colonização por potências europeias.


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Observe a imagem seguinte:

(Fonte: https://eluismadureira.blogspot.com/2014/11/o-mar-tenebroso.html)
Durante o período das Grandes Navegações, entre os séculos XV e XVI, o imaginário europeu foi marcado por temores e representações simbólicas do oceano Atlântico, frequentemente denominado “Mar Tenebroso”.
Considerando o significado dessa ideia e seu contexto histórico, assinale a alternativa CORRETA.
A noção de Mar Tenebroso baseava-se em comprovações científicas de que o oceano possuía limites físicos intransponíveis e monstros marinhos reais.
Apesar do temor em relação ao Mar Tenebroso, esse imaginário não influenciou as decisões políticas nem os investimentos nas expedições marítimas europeias.
O conceito de Mar Tenebroso surgiu apenas após as viagens de Colombo, como forma de explicar o fracasso das expedições portuguesas no Atlântico.
A ideia do Mar Tenebroso expressava medos, crenças e desconhecimentos medievais sobre o oceano, que foram gradualmente superados com o avanço das técnicas de navegação e das experiências marítimas.
A expressão Mar Tenebroso era utilizada exclusivamente por navegadores árabes, não tendo circulação no pensamento europeu medieval.
Os modelos de organização dos sistemas de colonização desenvolvidos nas Américas pelas metrópoles europeias variaram de acordo com as características peculiares de cada nação colonizadora. Atente para o que se afirma a seguir sobre esses modelos e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Enquanto os portugueses organizaram as suas colônias americanas em vice-reinos e capitanias-gerais, os espanhóis optaram pelo modelo descentralizado de capitanias hereditárias.
( ) As vilas e as cidades da América portuguesa eram administradas por Câmaras Municipais que eram compostas por vereadores e presididas por um juiz, cargos exercidos por grandes proprietários de terra.
( ) Os Cabildos detinham a autoridade máxima nas colônias britânicas da Nova Inglaterra; eram formados por líderes religiosos puritanos e por representantes da Companhia Britânica das Índias Ocidentais.
( ) A elevação da colônia portuguesa de Governo-geral a vice-reino, em 1763, e a mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro foram motivadas pelo aumento da riqueza, no Brasil, vinda do ciclo do ouro.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
V, V, F, F.
V, F, V, V.
F, F, V, F.
F, V, F, V.
Sobre a guerra naval na Antiguidade, leia o trecho abaixo.
"Mais tarde, porém, o combatente do mar foi se distinguindo do combatente de terra, e o ateniense Formion será o primeiro "general do mar", ou seja, о primeiro almirante".
(ALBUQUERQUE, Antonio Luiz Portoe; SILVA, Léo F. e. Fatos da História Naval. 2. ed. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2006, р. 23).
Todavia, a arma principal do navio de guerra não era o soldado que ia a bordo, mas uma protuberância colocada na proa do navio à linha d'água chamada de:
suporte de proa, garavato ou firstimpact.
fogo grego, fogo medo ou óleo medo.
esporão, aríete ou rostrum.
gurupés, vante de proa ou bowsprit.
corvo, ponte ou bico de pássaro.
Durante o período de expansão marítima europeia, o comércio de especiarias foi uma das principais motivações para a busca de novas rotas. Em uma análise econômica da época, percebe-se que essa dinâmica alterou profundamente as relações comerciais globais. Sobre as consequências dessa expansão, marque a alternativa CORRETA:
A expansão marítima diminuiu a importância dos mercados asiáticos para a economia europeia.
A expansão marítima promoveu a descentralização do poder político europeu, fortalecendo as cidades-Estado italianas.
O fortalecimento do mercantilismo gerou novas rotas comerciais e consolidou a centralidade do Atlântico nas trocas globais.
O comércio de especiarias levou à queda do mercantilismo em função do aumento de produtos manufaturados.
No contexto da expansão imperialista europeia, ocorrida principalmente no final do século XIX, assinale a alternativa que apresenta uma motivação econômica central para a partilha da África e Ásia.
A necessidade de colonizar vastos territórios para reassentar o excesso populacional europeu em atividades de subsistência.
A busca por novas fontes de matérias-primas e mercados consumidores para sustentar a produção industrial europeia.
O interesse prioritário em difundir modelos de organização política democrática e valores de liberdade individual.
A defesa estratégica dos territórios europeus contra a ameaça militar de potências emergentes de outros continentes.


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