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“Na iminência de transformações nas condições do regime escravista, que poderiam comprometer a sujeição do trabalhador, criavam as condições que garantissem, ao menos, a sujeição do trabalho.”
MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. 2ª edição. LECH. São Paulo. 1981. p. 59.
Deve-se considerar e apreender para uma melhor interpretação desse processo histórico, marcado pela gradual transição do trabalho escravo para o trabalho livre, no Brasil, no decorrer da segunda metade do século XIX, o fato de:
a renda capitalizada ter deixado de ser a principal forma do capital na grande propriedade cafeicultora, tanto sob o regime do trabalho escravo quanto sob a forma do trabalho livre
o aumento dos preços dos africanos escravizados ter ocorrido com o fim do tráfico internacional, contribuindo para o aumento considerável do capital disponível para os fazendeiros
o objeto da renda capitalizada durante a crise do trabalho servil ter passado da propriedade da terra para a do escravo, haja vista o aumento considerável do valor do escravo no mercado
o acesso à terra ter sido facilitado aos trabalhadores livres imigrantes que chegavam ao Brasil, a partir da Lei de Terras de 1850, contribuindo para o aumento do valor das propriedades cafeeiras