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A derrota do nazismo e a intensificação da luta do negro...

A derrota do nazismo e a intensificação da luta do negro norte-americano pela igualdade racial são circunstâncias que contribuíram para renovar nos Estados Unidos o interesse pela escravidão negra. Surgiram trabalhos questionando as teses de Tannebaum, Elkins e, consequentemente, Gilberto Freyre.

No Brasil, foi um tempo de efervescência política e intelectual em que o interesse por classes expoliadas e minorias oprimidas também mudou a historiografia da escravidão.

Nesta, desde logo podem ser citados os nomes de Florestan Fernandes, Otávio Ianni, Emília Viotti da Costa, Fernando Henrique Cardoso, cujas teses divergem diametralmente de Freyre.


(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva. Texto adaptado)


Segundo Suely Robles R. Queiroz, para esses autores,


A

o escravismo representou a articulação de um mercado em escala global e as suas práticas dependeram de cada espaço onde ele esteve presente e, por isso, reconhecem a docilidade nas relações entre escravizado e senhor na América portuguesa.


B

o instituto da escravidão, ainda que marcado por condições de violência, foi fundamental para a expansão dos níveis de civilização em diversas regiões da África, especialmente naquelas voltadas para o embarque dos navios negreiros.


C

a história do sistema escravista no Brasil tem um forte divisor de águas – a emancipação política –, porque, até esse evento, eram raras as alforrias e, durante o Império, generalizou-se a concessão de liberdade para os escravizados.


D

a importância econômica do tráfico negreiro e da exploração do trabalho compulsório no Brasil precisa ser relativizada, porque os setores mais dinâmicos da economia colonial – caso do açúcar – dependiam muito da mão de obra livre.


E

a escravidão é pedra basilar no processo de acumulação do capital, instituída para sustentar dois grandes ícones do capitalismo comercial – mercado e lucro –, contexto em que coerção e repressão eram as principais formas de controle social do escravizado.