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Sobre a história da África, mais especificamente do Egito, Martin Meredith (2017) assevera que “nas ruas e nos cafés do Cairo e de Alexandria, o clima de ressentimento com a intervenção europeia no país se espalhava progressivamente. Muito se falava em ‘Um Egito para os egípcios’”. Sobre esse período histórico, assinale a alternativa INCORRETA.
A elite urbana e os grandes proprietários de terra tornavam-se progressivamente mais críticos das medidas de austeridade impostas pelos controladores financeiros europeus e exigiam mais participação política para si mesmos.
Associações secretas, algumas com inclinações revolucionárias, começaram a se formar. Em 1879, uma organização nacionalista lançou um manifesto instando a população à libertação da opressão estrangeira, que assentava que o país deveria ser administrado por personalidades egípcias, e que não queria ministros que representassem uma ou outra influência europeia.
Tendo o quediva sido acusado de agir em nome dos interesses europeus e trair seu próprio país, instalou-se uma instabilidade política que justificou uma tentativa de intervenção francesa e britânica, pois temiam que Urabi não honrasse as dívidas do Egito, o que deu lugar a uma demonstração de diplomacia canhoneira, com o envio de quatro navios Ingleses ao Cairo.
Em fevereiro de 1881, Ahmed Urabi, oficial felá, emergiu como líder dissidente, preparado para desafiar a hierarquia militar, e ganhou fama nacional ao invadir o prédio do Ministério da Guerra e libertar oficiais presos, recebendo a alcunha de “el wahhid”, ou “o único”, pois fora o único homem de origem puramente felá em séculos capaz de resistir à tirania da elite reinante turcocircassiana com êxito.
Em setembro de 1881, Ahmed Urabi ingressa no palácio do quediva para apresentar suas demandas, dentre as quais estavam a nomeação de um novo gabinete, o aumento do contingente do exército e a convocação de uma assembleia nacional, o que foi acolhido, uma vez que o quediva contava com o apoio tão somente da elite turco circassiana.