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Martin Meredith (2017, p. 531), afirmou que “em 1945, havia quatro Estados independentes na África: o Egito, nominalmente independente, liderado por um monarca corrupto, mas sujeito à interferência política britânica e obrigado por um tratado a aceitar a presença de forças militares britânicas; a Etiópia, um império feudal recém-restaurado [...] após cinco anos de ocupação italiana; a república decadente da Libéria, pouco mais do que um feudo da empresa norte-americana Firestone, que era proprietária de suas plantações de borracha; e a União da África do Sul, o Estado mais rico do continente, dono dos maiores depósitos mundiais de ouro e que se tornou independente em 1910, sob um governo de minoria branca”. Levando em consideração o contexto mencionado, assinale a alternativa correta a respeito do continente africano em meados do século XX.
O sistema de administração que o Reino Unido tinha projetado para seus dois territórios na África não permitiu uma operação independente dos orçamentos, leis e serviços públicos ingleses; apesar de poderem decidir pelo governador, este não tinha poder para manter sua opinião.
Da perspectiva do Ministério Colonial, em Londres, o império do Reino Unido da África era um domínio calmo e ordeiro, visto que dessas capitais africanas emergiam poucas questões que exigissem atenção urgente; esses territórios eram administrados de forma eficiente e eram baratos aos cofres públicos
Os franceses consideravam suas colônias africanas como entidades separadas e entendiam que os interesses africanos precisavam ser protegidos, por isso, encorajou as comunidades brancas que ali representavam o esteio econômico e disponibilizou terras para ex-funcionários ocuparem a região.
No território da Argélia, os franceses metropolitanos e a população de maioria muçulmana conseguiram direito de controlar a administração da região, inclusive os escalões superiores.
Na década de 1930, na Argélia, ganhou força um movimento liderado por ex-soldados do exército francês que voltaram da guerra, conhecido como Ulemá, cujos objetivos incluíam uma maior participação nas decisões políticas e na divisão de terras.