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Neopatriarcalista será a visão de Sílvia Lara no livro...

Neopatriarcalista será a visão de Sílvia Lara no livro Campos da violência, para quem Jacob Gorender reserva algumas das suas mais cáusticas considerações.


(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)


De acordo com Suely Queiróz, a obra de Silvia Lara


A

considera que o conceito de violência é inadequado para caracterizar o escravismo, uma vez que a relação pessoal entre senhor e cativo se fazia através de mediações, em um cotidiano no qual o escravo se desdobrava em estratégias, ora de resistência, ora de acomodação.


B

corrobora com as principais conclusões da nova historiografia da escravidão, surgida nos Estados Unidos logo após a Segunda Guerra, defensora da universalidade do conceito de escravidão, valendo para o Mundo Antigo e o Moderno.


C

dialoga com a demografia histórica e desmonta o mito de que a maioria dos sujeitos vítimas do tráfico negreiro eram homens e de que as famílias dos escravizados eram raras nas várias regiões do Brasil, colonial ou independente.


D

pondera que as relações entre senhores e escravizados detinham a essencial marca da violência e pouco restava às vítimas do escravismo colonial, além da radical ausência de direitos e os castigos físicos e culturais recorrentes.


E

demonstra que as análises de Gilberto Freyre, assim como dos seus seguidores, sobre a escravidão, estão marcadas por um forte equivoco, porque o pensador pernambucano desconsiderava a importância econômica do escravismo.