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Se podemos dizer que, em todos os níveis, a memória é um fenômeno construído social e individualmente, quando se trata da memória herdada, podemos também dizer que há uma ligação fenomenológica muito estreita entre a memória e o sentimento de identidade. (…) Podemos portando dizer que a memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si.
POLLACK, Michael. Memória e Identidade Social. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, nº 10, 1992. p. 204.
Acerca da relação estabelecia entre História, Memória, Cultura e Identidade Social, é correto afirmar:
A narrativa acerca da memória pode sofrer mudanças ao longo do tempo. Isso não quer dizer que os eventos, presos no tempo, mudam; mas as interpretações sobre esses eventos, sim.
A memória cultural é constituída essencialmente por heranças simbólicas materializadas em textos e monumentos históricos.
O processo de construção da memória se dá necessariamente de forma individual e é o meio pelo qual o ser humano faz uma ligação entre seu passado e presente.
A memória, embora influencie a construção da identidade individual, não está de modo algum relacionada à construção da identidade social.
A memória não é herdada, ou seja, não sofre contribuições de grupos sociais do passado; é resultado da constante construção social do presente.