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As rebeliões representaram a mais direta e inequívoca forma de resistência escrava coletiva. Elas tornaram-se mais frequentes a partir do final do século XVIII.
(João José Reis, “Nos achamos em campo a tratar a liberdade”: a resistência negra no Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota, Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias. Adaptado)
Para João José Reis, o aumento da frequência de rebeliões escravas a partir do final do século XVIII, teve relação com
a nova legislação portuguesa que exigia que todos os escravizados fossem registrados junto às autoridades das vilas e cidades, sendo que os custos relativos aos registros recairiam sobre os cativos.
o renascimento da mineração na região central do Brasil, o que exigiu que enormes contingentes de escravizados fossem transferidos das regiões decadentes do Nordeste açucareiro para o trabalho nas minas.
os intensos investimentos diretos feitos por Portugal, desde a Era Pombalina, para modernizar o comércio de escravizados com várias regiões africanas, havendo um cuidado especial com Moçambique.
a expansão das áreas dedicadas à agricultura comercial e a consequente intensificação do tráfico escravo, que fez crescer a população cativa e em particular o seu contingente africano.
a política colonial de sobretaxar a propriedade de escravizados para os senhores dos grandes plantéis, condição que proporcionou o aumento da exploração do trabalho nas regiões agroexportadoras.