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A fim de discutir a transição da República para o Império romano, uma professora optou por uma análise de época, presente na obra História Romana, do historiador e funcionário imperial romano Dião Cássio Cociano, escrita em grego antigo, na primeira metade do século III:
Foi da maneira que se segue que todos os poderes do Senado e do povo passaram a Augusto, a partir de quem estabeleceu-se uma verdadeira monarquia (pois é válido dar-se a este regime o nome de monarquia, mesmo quando duas ou três pessoas dividem o poder). No entanto, os romanos detestam tanto o nome monarquia, que se recusam a chamar seus imperadores de ditadores, reis ou de qualquer outro nome do gênero. Contudo, como toda a administração do Estado está em suas mãos, não se pode deixar de considerá-los reis.
Dion Cássio, História Romana, LIII, 17. In: PINSKY, Jaime (org.). 100 textos de história antiga. 10 ed. 1. reimp. São Paulo: Contexto, 2013. (Textos e documentos). p. 96-97.
Tomando por base as afirmações do historiador romano, a docente amplia a discussão ao afirmar que, no período imperial, as instituições criadas pela República
permaneceram, a exemplo do Senado, mas perderam a sua importância política perante a ascensão do poder absoluto dos imperadores.
resistiram, tal como o Consulado, que mesmo sob influência dos imperadores, manteve sua autonomia nas decisões de Estado.
reagiram, como foi o caso do Tribunal da Plebe, que por ser constituído anualmente pelo voto popular, detinha grande capital político.
capitularam, a exemplo da Assembleia Centuriata, ao permitir que os magistrados deixassem de ser nomeados segundo as leis vigentes.