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“O fascismo teve tão pouco a ver com a Primeira Guerra Mundial como com o Tratado de Versalhes, [...] como com o temperamento italiano. O movimento surgiu em países derrotados, como a Bulgária, e em países vitoriosos, como a Iugoslávia; [...] não houve qualquer tipo de formação – de tradição religiosa, cultural ou nacional – que tornasse um país imune ao fascismo [...].”
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 277).
De acordo com as análises de Polanyi, é CORRETO afirmar sobre o fascismo:
Objetivando o cortejo das massas, o fascismo tinha sua força potencial reconhecida no número de adeptos e não na presença em postos de relevância.
Entre os indícios de um país que se avizinhava da fase fascista podem ser citados a difusão de filosofias irracionais, estéticas raciais, demagogia pró-capitalista e crítica ao sistema partidário.
As lideranças fascistas não chegaram ao poder por processos revolucionários, mas por rebeliões simuladas arranjadas com a aprovação informal das autoridades que fingiam ter sido superadas pela força.
A ascensão fascista foi um processo eminentemente político, não tendo relação, portanto, com as oscilações das economias de mercado.
As lideranças fascistas chegaram ao poder por processos revolucionários em oposição às autoridades constituídas.