

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Segundo Norbert Elias (1998, p. 13), o indivíduo não tem a capacidade de forjar, por si só, o conceito de tempo. Este, tal como a instituição que lhe é inseparável, vai sendo assimilado pela criança à medida que ela cresce numa sociedade em que ambas as coisas são tidas como evidentes. Numa sociedade assim, o conceito de tempo não é objeto de uma aprendizagem em sua simples qualidade de instrumento de uma reflexão destinada a encontrar seu resultado em tratados de filosofia.
(ELIAS, Norbert. 1998, p. 13.)
A questão da temporalidade pode ser trabalhada na escola. Trata-se de tema de grande pertinência em história. No caso das crianças, por exemplo, a aprendizagem do tempo:
Não é a mesma dos adultos. A ideia que concebemos de tempo (ontem e amanhã, antes e depois) é cultural e a aprendemos ao longo da vida.
É uma das coisas mais complexas, pois depende inequivocamente da capacidade lógico-matemática do indivíduo, o que é muito raro em crianças.
Só é possível a partir de lembranças de objetos que forem trabalhados em sala de aula, com contexto e significados determinados pelos docentes.
Principalmente, nos primeiros anos de desenvolvimento, serão definidos, por completo, as noções temporais do indivíduo e que o orientarão para o resto de sua vida.