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“O antissemitismo alcançou o seu clímax quando os judeus haviam perdido as funções públicas e a influência, e quando nada lhes restava senão sua riqueza. Quando Hitler subiu ao poder, os bancos alemães, onde por mais de cem anos os judeus ocupavam posições-chave, já estavam quase desjudaizados, e os judeus na Alemanha, após longo e contínuo crescimento em posição social e em número, declinavam tão rapidamente que os estatísticos prediziam o seu desaparecimento em poucas décadas.”
(Hannah Arendt, Origens do Totalitarismo. Adaptado)
O argumento discutido no texto, assim como na obra citada, contribui para refutar a ideia de que
o antissemitismo remontaria às origens do islamismo, quando os judeus foram responsabilizados pela perseguição a Maomé.
a perseguição aos judeus teria um componente racial, na medida em que não seriam considerados parte da raça ariana.
o combate ao judaísmo faria parte de um projeto nacionalista alemão no qual os judeus não estariam inseridos.
o ódio aos judeus na Alemanha nazista teria surgido como reação contra a sua importância e o seu poderio.
a violência contra os judeus responderia a dinâmicas mais complexas que não apenas as questões políticas e econômicas.