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Em março de 1826, o Imperador abre os trabalhos da primeira Assembleia Geral Legislativa. Dessa data até 1831, ano que iria abdicar em favor de seu filho Pedro de Alcântara, assiste-se a um crescente confronto entre a Câmara dos Deputados e o monarca.
Em pouco tempo, a questão sai da tribuna e dos jornais e espraia-se pelas ruas. Partidários dos dois lados entram em choques violentos, um dos quais, no Rio de Janeiro, ficou conhecido como “noite das garrafadas”, quando elementos portugueses atacam oponentes do Imperador.
Finalmente, a 7 de abril de 1831, diante do povo revoltado e das tropas brasileiras amotinadas, Pedro I abdica.
(Hamilton de Mattos Monteiro, Da Independência à
vitória da ordem. Em: Maria Yedda Linhares (org.),
História Geral do Brasil, p. 121. Adaptado)
Segundo Hamilton Monteiro, com a abdicação de dom Pedro I,
inicia-se um processo de ampliação da cidadania política no Brasil, porque o direito ao voto foi garantido a todos os brasileiros que declarassem fidelidade à Monarquia e que pagassem alguma forma de tributo.
o grupo político do liberais-radicais, fundamental para o sucesso da emancipação política do Brasil, chegou efetivamente ao poder porque seus integrantes foram alçados aos principais ministérios dos governos regenciais.
alas moderadas do Partido Brasileiro e o Partido Português formaram um governo de coalização na primeira metade das Regências e, nessa conjuntura, aprova-se uma reforma política que ampliou a centralização política do Império.
o movimento abolicionista, percebendo uma conjuntura favorável à defesa do fim do tráfico negreiro para o Brasil e com o apoio de conservadores e liberais, propõem uma lei ampliando direitos dos escravizados.
completa-se o processo de independência do Brasil porque os portugueses que ocupavam os principais postos da administração pública são substituídos por brasileiros, que passaram a controlar o aparelho de Estado.