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Foram, em geral, favoráveis à abolição os representantes das classes urbanas, que começavam a ganhar importância em virtude das transformações econômicas que se processavam no país. Igualmente favoráveis à libertação dos escravos foram os grupos artesanais: trabalhadores livres, nacionais ou estrangeiros, que encontravam novas oportunidades de emprego. Sua colaboração foi decisiva na ação revolucionária desencadeada na década de 1880.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república:
momentos decisivos, p. 330. Adaptado)
Para a historiadora, tal ação revolucionária refere-se
aos “caifazes”, que atuavam em São Paulo provocando a fuga de escravos das fazendas, preocupando proprietários e ameaçando feitores, surrando capitães-do-mato.
à deliberada ação dos empresários ligados às empresas colonizadoras, que pressionavam todas as esferas de poder no sentido de abolir a escravidão.
à pressão política da ala radical do Partido Republicano Paulista para que a Assembleia Provincial de São Paulo aprovasse leis abolicionistas.
à recorrente sabotagem contra o sistema ferroviário paulista, com o intuito de não permitir que escravizados que chegam pelo porto de Santos atingissem São Paulo.
a um grupo de cafeicultores do Vale do Paraíba, que, antes da abolição, concedeu inúmeras alforrias, transformando os escravizados em assalariados.