

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
O Nilo não forneceu apenas água confiável, mas também excelentes depósitos aluviais e fertilização. Por volta de 5.000 A.C. , os caçadores paleolíticos das planícies se transformaram em agricultores neolíticos e pastores do vale e do delta, formando a economia agrícola do Egito histórico. Faltou completar a conquista da terra pantanosa e começar o aproveitamento do rio com diques, barragens, reservatórios e canais. É aí que a história do Estado egípcio se encontra com a da cultura produzida por ele. A relação entre a economia de base agrícola e a necessidade de organizar o trabalho coletivo para a construção de grandes obras agrícolas no Egito, contribuiu para:
A divisão do território em duas regiões distintas: a região vermelha, mais cultivável e habitável, e a região negra, deserta e menos favorável à habitação. Em função de sua maior fertilidade, a região vermelha tornou-se área de maior concentração de mão de obra.
O surgimento de uma organização da economia dependente dos ritmos sazonais do rio Nilo, não modificada pela combinação entre divisão social do trabalho e melhoria do nível técnico de produção.
O desenvolvimento de um modelo político no qual o Estado teocrático agia como um importante organizador da mão de obra, otimizando a utilização dos recursos naturais e promovendo o desenvolvimento de uma economia de base agrícola.
A formação de um Estado teocrático, marcado internamente pelo aumento de status e autoridade dos sacerdotes régios e dos militares, o que dificultava a organização e distribuição da produção econômica.