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Evocando o rio Congo (Zaire) como “uma linha de partida”, o geógrafo Gilles Sautter sublinhou notavelmente o papel do majestoso rio da África Central: “o Congo não é apenas, por seus canais e suas grandes ilhas, um mundo original justaposto às áreas [vizinhas]. Ele representa também, para essas últimas, um fator de coordenação e de integração regional. Sua influência é ao mesmo tempo direta, como fonte reguladora de água, e indireta, como grande via navegável, oferecida às iniciativas humanas.”
(Sauter, R, 2010. 1208, p.)
A atual República Democrática do Congo foi uma colônia belga entre 1885 e 1960. Nesse período:
Apesar do sistema de colonização exploratório e segregacional, os congoleses eram procurados para o trabalho em toda a Europa.
A população congolesa era composta por europeus que buscavam liberdade religiosa e por colonos belgas de outras partes do mundo.
A metrópole sempre incentivou a imigração de belgas à colônia e a ida de congoleses à Europa, para suprir a necessidade de mão de obra.
Apesar da conhecida violência presente no dia a dia do regime colonizatório belga, a região continuou como um polo atrator de emigrantes.