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Para trabalhar o papel dos Atos Institucionais durante o Regime Militar, um professor usou a seguinte reflexão:
“O discurso oficial dizia que o ato (Institucional nº 5] era uma reação às manifestações de 1968 e ao discurso de Márcio Moreira Alves, mas, na verdade, ele expressou a vitória da linha dura, que, havia muito tempo, vinha demandando a retomada da “operação limpeza”. O que movia esses militares radicais era uma espécie de “utopia autoritária” segundo a qual o Brasil só se tornaria uma “grande potência” se eliminasse a subversão e a corrupção que eles entendiam marcar, sobretudo, os políticos civis. A antecedência do AI-5 em relação aos episódios de 1968 é simples de demonstrar. O terreno vinha sendo preparado desde o início do ano [...]. [...]. Pouco antes da posse de Costa e Silva, Castello Branco havia introduzido na Lei de Segurança Nacional a concepção de que se vivia uma “guerra interna” e, portanto, o “inimigo” – além de eventuais ameaças externas – era o brasileiro “subversivo”. [...]”
FICO, Carlos. História do Brasil contemporâneo: da morte de Vargas aos dias atuais. São Paulo: Contexto, 2015. p. 67.
A partir do fragmento textual, o professor explicou aos alunos que o Ato institucional nº 5 foi
a continuação da repressão que vinha sendo construída desde o princípio do governo de Castello Branco.
uma ruptura com o governo Castello Branco, uma vez que Costa e Silva radicalizou as práticas violentas adotadas pelo Estado contra os opositores.
o período em que a tortura passou a ser usada pelo Estado, desvirtuando a atividade dos militares da época e impondo constrangimento aos próprios apoiadores do governo.
uma reação imediata e violenta do Regime Militar contra as ações oposicionistas ocorridas em 1968.