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“A história também pode ser entendida através da evolução dos hábitos alimentares. Além de ser importantíssima da sobrevivência material da espécie, a alimentação está ligada a questões culturais e religiosas, a distinções sociais, étnicas, regionais e até de gênero, a problemas ambientais, ao desenvolvimento econômico, às relações de poder e a tantos outros assuntos que demandam a atenção dos historiadores.”
(RAMOS, Fábio Pestana. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.).Novos temas nas aulas de História. São Paulo, Editora Contexto, 2009).
O tema da alimentação é muito importante para a História. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
Os antigos egípcios acreditavam que a saúde e a longevidade estavam intrinsecamente ligadas à abundância de prazeres gastronômicos. Para eles, a diversidade dos ingredientes empregados na preparação dos alimentos refletia o status e o poder daqueles que os desfrutavam.
Conflitos foram desencadeados pela busca de ingredientes exóticos destinados a pratos que se transformaram em ícones de prestígio entre as elites, demarcando suas posições sociais em relação ao restante da sociedade.
A prática de compartilhar alimentos entre os membros dos primeiros grupos humanos desempenhou um papel fundamental na facilitação da socialização, contribuindo assim para o processo de humanização da espécie.
As primeiras civilizações surgiram em terras banhadas por grandes rios, cujas águas garantiam a fertilidade do solo, um aspecto essencial para o cultivo e a produção de alimentos.
De acordo com a história das sociedades ocidentais, a interação e troca entre a culinária popular e erudita têm sido muito limitadas.