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"Envolvidos nas suas disputas internas que levariam à decapitação de Carlos I, à República e à deposição de James II, os ingleses pouca atenção deram às suas colônias americanas. Essa "negligência salutar", como foi definida muitas vezes, implicava uma relativa liberdade de comércio [...] A partir da metade do século XVIII, existe, entretanto, uma visível mudança no comportamento colonial inglês."
(KARNAL, Leandro. Estados Unidos, liberdade e cidadania. In. PINSKY, Jaime. PINSKY, Carla Bassanezi (Org). História e Cidadania. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2016., p138)
As razões atribuídas para a mudança da Coroa Inglesa em relação a suas colônias na América, são:
o receio de perdê-las para o governo da França, pois no século XVIII houve uma expansão da conquista francesa em terras que faziam limites com o território ocupado pela colonização inglesa.
a excessiva autonomia que as 13 colônias foram adquirindo ao longo do tempo, elegendo assembleias que elaboravam leis que se contrapunham à legislação vinda da Coroa Britânica.
as ações de autonomia dos colonos de se impor perante a Metrópole, que culminou com a elaboração da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão.
as dívidas contraídas pela Inglaterra na Guerra dos Sete Anos contra a França e as novas necessidades surgidas com a Revolução Industrial.