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A constituição da nação brasileira funcionou como pano de fundo das transformações da segunda metade do século XIX; o abolicionismo e a imigração estabeleceu parâmetros do tipo de nação e Estado monárquico teria condições de se estabelecer. Se a população era constituída por negros, mestiços, índios e agora por imigrantes europeus de várias nacionalidades, desencadeando a tarefa da construção da nação ainda mais complexa, posto isso, vieram bases científicas para construção da identidade nacional e a utilização da expressão literária para essa construção que se deu a partir de qual processo:
Do modernismo, do negro.
Do realismo, do mestiço.
Do realismo, dos imigrantes.
Do romantismo, indígena.
Texto para a questão 29
"O Brasil do século XIX, excluindo-se a primeira e a última década, conviveu intensamente com a realeza. De 1808 a 1889 os brasileiros acostumaram-se a ter um rei à frente da cena política. Mas se D. João, D. Pedro I, D. Pedro II e a princesa Isabel - esta, quando da ausência de seu pai - ocuparam o espaço formal do mando executivo, no dia-a-dia interagiram com outros reis e rainhas. Estamos falando de uma série de personagens que lideravam as festas populares e que, provenientes de reinos distantes - presentes na memória dos escravos africanos ou nas lembranças dos saudosos colonos portugueses, povoaram o nosso assoberbado calendário de festas. Oriundo de tradições diversas e de cosmologias particulares, esse puzzle ritual fez do Brasil o país das festas, o depositário de um arsenal de símbolos, costumes e valores. Contudo, mais do que isso, tal qual um caleidoscópio, essas tradições não foram apenas se reproduzindo, como o movimento rotineiro de um motor. Ao contrário, dinamicamente, acabaram por criar festas próprias e leituras originais de um material que lhes era anterior. Nesses rituais, teatralizava-se um grande jogo simbólico e, entre outros figurantes, a realeza era personagem freqüente, porém não sempre principal."
(SCHWARCZ, Lília Moritz. As barbas do Imperador - D. Pedro II um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 378-379).
O material simbólico reproduzido nas festas populares permite entender que
a presença da realeza, nas festas populares, revela o vitorioso controle simbólico exercido pelo poder monárquico.
as festas de rua e as cívicas demonstram, mesmo que momentaneamente, a harmonia entre as elites e as camadas populares.
o sistema monárquico, apesar de participar das festas públicas, não dava importância à construção de imagem positiva da realeza.
apesar da presença dos personagens celebrizados pela monarquia, o exercício de ressignificação dava destaque às realezas imaginadas.
a presença de D. Pedro II nas festas populares estava relacionada a sua aversão por eventos políticos.
Por mais dignas de atenção que tenham sido as rebeliões nordestinas, o fato é que os rumos do país foram traçados, com menores sobressaltos e mudanças, a partir da capital e das províncias à sua volta. Foi assim na independência e seria assim no episódio da queda do primeiro imperador. Em março de 1824, Dom Pedro I dominava a cena, tendo condições políticas para dissolver a Constituinte e baixar uma Constituição. Sete anos depois, foi obrigado a abandonar o trono.
(FAUSTO, B. História do Brasil. 2.ed. São Paulo: Edusp,1995. p. 154).
Dentre os episódios ocorridos nesse intervalo de tempo, podemos apontar:
a perda do controle de navegação no rio da Prata, o recrutamento forçado da população e a independência do Uruguai em 1825.
a publicação da revista mineira Tamoio, em 1826, de conteúdo acentuadamente urbano e popular que difundia os ideais republicanos e federativos.
a crise econômica ocasionada pelo déficit da balança comercial, o aumento do custo de vida e fechamento do Banco Central em 1827.
o motim de mercenários alemães e irlandeses no Rio de Janeiro em 1828, que forçou o governo a recorrer à humilhante proteção de navios ingleses e franceses.
“Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos. O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e “naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (...) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações.”
Bibliografia: SINGER, Paul. Evolução da economia e vinculação internacional. In: SACHS, I.; WILLHEIM, J.; PINHEIRO, P. S.(Orgs.).
Brasil: um século de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80.
Segundo o texto, o Brasil:
Se tornou dependente do capital europeu para investimentos por ter se industrializado tardiamente.
Assumiu, logo após a independência, importante papel de produtor de produtos industrializados.
Assumiu, logo após a independência, importante papel de produtor de produtos tropicais, o que lhe deu grandes somas para investimentos em infraestrutura.
Teve sua independência retardada pela falta de investimento dos países europeus.
Quanto a pátrias, o texto d’O Paraense é claro: estas são as províncias, locais de reiteração de trajetórias particulares engendradoras dos “Povos” e de suas identidades coletivas. O plural do periodista tanto remete a um linguajar ancien régime, quanto demarca a multiplicidade dos âmbitos reais, concretos, da difícil “amalgamação” das diferenças, tanto aquelas às quais se referia José Bonifácio, quanto das que distinguiam o Pará de Pernambuco ou Minas Gerais da Cisplatina, e fazia os maranhenses saberem-se diferentes dos baianos. O Brasil, por seu turno, é o país, enorme mosaico de diferenças, cujas peças mal se acomodavam no império emergente do rompimento com Portugal, a partir de então “pátria mãe” e não mais “reino irmão”. E nesse quadro de contradições, não parece ser irrelevante destacar que a identidade nacional brasileira emergiu para expressar a adesão a uma nação que deliberadamente rejeitava identificar-se com todo o corpo social do país, e dotou-se para tanto de um Estado para manter sob controle o inimigo interno.
(István Jancsó e João Paulo G. Pimenta, Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira). Em Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias. Adaptado)
Segundo o artigo, no contexto apresentado, “inimigo interno” refere-se
aos colonos nascidos em Portugal.
às elites regionais do Centro-Sul.
aos religiosos defensores dos indígenas.
aos escravos de origem africana.
aos comerciantes estrangeiros.
O episódio que marcou o começo do período regencial foi compreendido a partir da chamada “crise do Primeiro Reinado.” Um fator econômico e um político responsáveis por essa crise, respectivamente, foram:
falência do Banco do Brasil / proibição do tráfico
custos da Guerra da Cisplatina / temor da recolonização
prejuízo pelos tratados desiguais / fantasma do haitianismo
endividamento pelo reconhecimento da independência / promulgação da Constituição
Após a independência, apesar de a forma ter representado a vitória do grupo coimbrão e conservador liderado por José Bonifácio e pelos Andrada, logo após a emancipação, o ambiente político continuou marcado pela divisão. Assinale a alternativa que explica esse contexto.
Os moderados pleiteavam apenas reformas político-institucionais, buscando ampliar o poder do imperador.
Apesar de agendas diferentes, moderados e exaltados compunham uma frente conhecida como “partido português”, pois ambos desejavam a submissão do monarca ao Parlamento.
A constituição de 1824 ficou conhecida como Lei da Mandioca, por conta do critério censitário estabelecido para o direito do voto.
Pedro I tendeu a aproximar-se dos moderados que compunham o chamado “partido brasileiro”, devido à atitude manifesta de portugueses que pretendiam transformá-lo em fantoche.
Proprietários rurais e comerciantes vindos do interior de Minas Gerais defendiam a monarquia constitucional, sujeita à divisão de poderes e que conferisse maiores prerrogativas à Câmara dos deputados.
constituiu um governo baseado em três poderes políticos, Legislativo, Judiciário e Moderador, sendo este último considerado “a chave de toda organização política”, sendo, portanto, exercido pelo próprio Imperador
definiu juridicamente a condição de cidadão, assegurando a inviolabilidade dos direitos civis e políticos a todos os homens maiores de 21 anos nascidos no Brasil, além de a todos os nascidos em Portugal que residissem no país por ocasião da Independência.
estabeleceu um sistema eleitoral baseado em uma acepção de cidadania que não distinguia os detentores dos direitos civis dos que usufruíam direitos políticos, qualificando os eleitores unicamente com base no critério censitário.
influenciada pela matriz teórica iluminista e apoiada no pensamento político de Benjamin Constant, resultou da tentativa de conciliar os princípios do liberalismo à manutenção da estrutura socioeconômica e da organização política do Estado monárquico e escravocrata que emergira da Independência
Leia este texto.
da Bandeira.
Nacional.
de Guarani.
Mineiro.
Leia as afirmativas a seguir:
I. Iniciado durante a República, o expansionismo romano teve basicamente dois objetivos: defender Roma do ataque dos povos vizinhos rivais e assegurar terras necessárias à agricultura e ao pastoreio.
II. As restrições ao tráfico negreiro no Brasil começaram por volta de 1830, por pressões da Inglaterra, então em plena revolução industrial.
Marque a alternativa CORRETA:
D. Pedro I nomeou um Conselho de Estado com dez integrantes sob sua presidência e encarregou-o de elaborar a Carta Constitucional. Em 25 de março de 1824, sem consultar o restante da nação, o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira.
Marque a opção que indique uma determinação da nova Constituição.
Poder Legislativo – Composto por um Senado formado por representantes eleitos para quatro anos de mandato, e uma Câmara dos Deputados com cargos vitalícios;
Só poderiam votar os homens de mais de 25 anos que tivessem uma renda mínima de 100 mil-réis por ano;
Poder Judiciário – Formado pelos juízes e tribunais. Os membros do Supremo Tribunal seriam escolhidos pelos senadores;
Poder Moderador – Exercido pelo imperador. Permitia a ele interferir em parte no poder executivo.
A Guerra da Independência do Brasil é uma série de eventos ocorridos entre 1821 a 1824, no contexto do processo de Independência do Brasil. Sobre a Guerra da Independência, analise as afirmações abaixo:
I – Foi formalmente encerrada em 1825, quando a independência foi formalmente reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido, por meio da assinatura do Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal;
II – A Guerra da Independência pode ser considerada uma guerra civil Luso- Brasileira, já que Portugueses e Brasileiros combateram em ambos os lados;
III - Foi uma guerra de caráter limitado, pois a maioria das províncias brasileiras aderiu pacificamente à independência;
São afirmações corretas apenas:
I e II
I e III
II e III
I, II e III
No processo de adesão do Pará a independência do Brasil, ocorreu uma tragédia envolvendo a morte de mais de 250 homens. Como ficou conhecida essa tragédia?
Derrota dos seringueiros.
Brigue Palhaço.
Noite dos escravos.
Revolta Grão-Pará.
Sobre a adesão do Ceará à Confederação do Equador, marque (V) para as assertivas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) Mesmo após a separação administrativa entre Ceará e Pernambuco, persistiu entre as duas províncias uma ligação político-econômica principalmente no que diz respeito à produção algodoeira e à criação de bovinos. Tal ligação manteve o Ceará em consonância com o movimento que se iniciava em Pernambuco.
( ) O Nordeste, em geral, passava por uma crise econômica que se fazia sentir sobretudo sobre os mais pobres. Além do mais, o Ceará ainda sofria os efeitos da retração econômica desde a década de 1820 com a queda da exportação do algodão. A República do Equador era então a solução para os problemas do Nordeste e do Ceará, pois o governo central dispensava a eles uma atenção mínima.
( ) No Ceará, o desejo de manter o poder pelos “patriotas” ou liberais fortemente representados pela família Alencar levou a uma adesão direta no conflito, já que a Constituição de 1824 havia interferido e ameaçava o domínio político do grupo no Ceará. Assim, ainda que o discurso de defesa da liberdade fosse, no fundo, uma desculpa para preservar os latifundiários no poder, os liberais desejavam participar do movimento pernambucano para pôr fim à expansão dos aliados de D. Pedro I.
( ) O centralismo político imperial também foi um motivo significativo para a adesão do Ceará à Confederação do Equador, já que a política imperial colocava o Nordeste nos interesses do Centro-Sul do País, contrariando a autonomia experimentada pelos latifundiários nordestinos.
Marque a alternativa que indica sequência CORRETA.
V – V – F – F.
F – F – F – F.
V – V – F – V.
F – F – V – F.
V – V – V – V.
O conjunto das propostas da Constituinte de 1823 teve como consequência a atitude do imperador de dissolver a Assembleia, que não desejava ter seus poderes limitados e se transformar num mero símbolo. O novo texto constitucional foi elaborado em apenas 15 dias e foi outorgado. Sobre a Constituição de 1824, assinale a alternativa correta.
O documento seguia o modelo liberal alemão, prevendo um sistema monárquico e absolutista.
A forma de governo era monárquica, hereditária, constitucional e representativa, dividindo o país em federações.
A novidade ficou por conta da introdução de quatro poderes, adaptado da proposta de Benjamin Constant, que defendia a existência de cinco poderes: real, executivo, representativo da continuidade, da opinião e de julgar.
O poder Moderador tinha a função de garantir harmonia e equilíbrio ao Estado, por isso estava equiparado aos demais poderes, cabendo a seu detentor o poder de veto e a atribuição de nomear e demitir livremente ministros do Estado.
As eleições mantiveram-se censitárias, diretas e em dois turnos, sendo que no primeiro os votantes escolhiam os eleitores e no segundo elegiam-se deputados e senadores que por fim eram escolhidos pelo imperador de uma lista tríplice.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A Constituição de 1824 concentrava grandes poderes nas mãos do imperador e reservava o exercício da atividade política para a classe privilegiada.
II. A influência afro-brasileira na música está presente na utilização de instrumentos variados, com destaque para o Afoxé, o Atabaque, o Berimbau e o Tambor.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Art. 90. As nomeações dos deputados e senadores para a Assembleia Geral, e dos membros dos Conselhos Gerais das províncias, serão feitas por eleições, elegendo a massa dos cidadãos ativos em assembleias paroquiais, os eleitores de província, e estes, os representantes da nação e província.
Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias paroquiais:
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais se não compreendem os casados, os oficiais militares, que forem maiores de vinte e um anos, os bacharéis formados e os clérigos de ordens sacras.
II. Os filhos de famílias, que estiverem na companhia de seus pais, salvo se servirem a ofícios públicos.
III. Os criados de servir, em cuja classe não entram os guarda-livros, e primeiros caixeiros das casas de comércio, os criados da Casa Imperial, que não forem de galão branco, e os administradores das fazendas rurais e fábricas.
IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio, ou emprego.
BRASIL. Constituição de 1824. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 4 abr. 2015 (adaptado).
De acordo com os artigos do dispositivo legal apresentado, o sistema eleitoral instituído no início do Império é marcado pelo(a)
representação popular e sigilo individual.
voto indireto e perfil censitário.
liberdade pública e abertura política.
ética partidária e supervisão estatal.
caráter liberal e sistema parlamentar.
Período Imperial:
A partir de 1821, com a volta do rei e da corte para Portugal, o Brasil passou a ser governado pelo príncipe regente D. Pedro. Atendendo principalmente aos interesses dos grandes proprietários rurais, contrários à política das Cortes portuguesas, que desejavam recolonizar o Brasil, bem como pretendendo libertar-se da tutela da metrópole, que visava diminuir-lhe a autoridade. D. Pedro proclamou a independência do Brasil, em 07 de setembro de 1822, nesse contexto frente ao Ministério da Independência, figura importante da historiografia brasileira, recebeu o título de Patriarca da Independência, indique entre as opções abaixo o nome do Patriarca.
José Maria da Silva Paranhos.
José Bonifácio de Andrada e Silva.
Honório Hermeto Carneiro Leão.
Luís da Cunha Moreira.
Martin Francisco Ribeiro de Andrada.
Dentre os fatores de cunho internacional que também contribuíram para a abdicação de Dom Pedro I, pode-se citar:
O falecimento de Dom João VI, de Portugal, e a queda de Carlos X, da França.
A Guerra de Secessão Americana e a Guerra dos Farrapos.
A União Ibérica e a guerra contra os holandeses.
A guerra civil portuguesa e a guerra civil espanhola.
A conquista da Península Ibérica pelos persas.
Em 1824, o imperador impunha a primeira Constituição ao Brasil, na qual apresentava o poder Moderador, mais o executivo, legislativo e judiciário; esse primeiro era um instrumento centralizador da política nas mãos do imperador. Fora isso, o critério de participação política era a renda anual de cada cidadão, e assim no lugar de uma identidade nacional, a cidadania afirmava a identidade da elite brasileira, então o Primeiro Reinado foi marcado pelas lutas entre as elites regionais e os partidários de D. Pedro I. Dos dois grandes partidos no Brasil, um tinha uma opinião de insistir num maior controle por parte do governo central, de maneira a garantir a unidade territorial e a supremacia do Centro-sul sobre as demais regiões brasileiras, que partido era esse?
Partido Português.
Partido Lusitano.
Partido Liberal.
Partido Brasileiro.