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“Ocorreu de 1825 a 1828, entre Brasil e Argentina, pela posse da Província de Cisplatina, atual Uruguai. Localizada numa área estratégica, a região sempre foi disputada pela Coroa Portuguesa e Espanhola.”
O trecho faz referência a:
Guerra dos Canudos.
Guerra da Cisplatina.
Guerra do Contestado.
Guerra do Prata.
A forma de governo adotada em quase toda a América Espanhola após as independências das colônias foi:
Monarquia Absolutista.
República.
Despotismo Esclarecido.
Monarquia Parlamentarista.
"Desde o início as tropas de Toussaint se destacaram por sua disciplina e mobilidade. Ele próprio era um exescravo de cinquenta anos que trabalhara como cocheiro e veterinário. Aprendera a ler e escrever, adquirira uma propriedade pelo casamento e recebera muitas funções de responsabilidade do administrador da plantation Bréda, que já o tinha alforriado"
BLACKBURN, Robin. A queda do escravismo colonial: 1776 - 1848. Trad: Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro / São Paulo: Editora Record, 2002.
O trecho acima se refere a Toussaint Louverture, ex-escravo, que se tornou o principal líder da primeira revolução de negros escravizados bem-sucedida.
Sobre a Revolução Haitiana podemos afirmar:
A Revolução Haitiana contou com a adesão de toda a população negra do Haiti, inclusive com o auxílio dos mulatos do sul da colônia que viram o levante como uma oportunidade de conquistar uma maior participação na política da ilha.
Outros Estados europeus interferiram na guerra de independência do Haiti, devido a interesses econômicos. Espanha, Inglaterra e Alemanha desejavam controlar a produção do açúcar haitiano que constituía a principal renda nacional.
A Revolução Francesa não influenciou a Revolução Haitiana, uma vez que a Revolução Francesa foi uma revolução burguesa e, com isso, demandava direitos totalmente opostos àqueles que foram requisitados em São Domingos.
O vodu, a religião dos escravos, foi um elemento cultural fundamental na Revolução, uma vez que desempenhou um papel aglutinador entre os negros de diversas etnias e, em conjunto com a própria língua créole, se tornou um símbolo nacional.
Toussaint Louverture possuía uma ideologia de completa aversão à Europa e, principalmente, à França. Além disso, tentou resgatar a cultura africana e valorizar a figura do negro, afirmando que estes deveriam ser a base da nova nação.
Porém, para aqueles que não dispunham de recursos, quer econômicos, quer culturais, os novos tempos não trouxeram benesses ou regalias. Reformas sociais de peso, terra, salários dignos, participação política, educação popular, cidadania, respeito às diferenças, tudo isso teria de esperar. As ações de governos autoritários cobririam e deixariam suas marcas registradas na América Latina durante a maior parte do século XIX. Os “de baixo” teriam de se organizar, lutar, sofrer e morrer para alcançar seus objetivos. Não foram as lutas de independência que mudariam sua vida.
(Maria Ligia Coelho Prado. América Latina no século XIX: Tramas, telas e textos)
A respeito do processo de Independência da América espanhola, é correto afirmar que
para os setores economicamente dominantes havia a tarefa de construir novos Estados, com o intuito de garantir a ordem e o controle sociais, enquanto praticamente não ocorreram ganhos para os setores populares.
os conflitos entre criollos e chapetones pelo controle dos cabildos e pela direção dos vice-reinados provocaram a construção de práticas políticas autoritárias e a inclusão econômica de todos os setores populares.
a opressora exploração colonialista espanhola, centrada no escravismo indígena, impossibilitou que os ganhos da independência dos vice-reinados gerassem amplos direitos para toda a sociedade colonial.
a fragmentação dos antigos vice-reinados e das capitanias-gerais atendeu aos interesses dos setores populares, porque estavam interessados em evitar o reforço do poder das antigas elites coloniais.
para as camadas populares, o avanço dos direitos sociais e econômicos foi muito lento, quando não foi inexistente, enquanto os direitos políticos avançaram com certa rapidez, como mostra a universalização do direito ao voto.
Os padres Hidalgo e Morelos foram:
Artífices da Confederação do Equador.
Libertadores da Venezuela.
Precursores da Independência Mexicana.
Comandantes militares na Nicarágua.
Ao elaborar a sua primeira Constituição, Cuba incluiu no texto final a Emenda Platt. Com essa emenda, Cuba:
defendia os interesses da comunidade americana residente na ilha antilhana.
estabelecia um mecanismo que dificultava a importação de produtos que já eram produzidos no país.
criava uma série de barreiras econômicas aos interesses norte-americanos.
impedia o direito de intervenção dos EUA em sua política interna.
permitia a instalação da base naval de Guantánamo.
Trecho I:
“A América Latina tem tido sua dose de debates em torno da temática cultural. Desde o século XIX, as questões culturais estiveram estreitamente vinculadas à percepção de cada indivíduo sobre as nações dessa região. Por outro lado, há um consenso crescente a respeito dos impactos desiguais que os acordos de integração e as políticas comerciais entre os países da região tiveram sobre as classes e os grupos sociais. A América Latina é composta por culturas, etnias e povos diferentes entre si e com características próprias. A diversidade cultural, como um direito fundamental da humanidade, se choca frontalmente com as políticas do chamado ‘livre comércio’. Esse cenário promove, em uma de tantas consequências negativas, a homogeneização da cultura, ou seja, torna todas as regiões muito parecidas.”
(Disponível em: http://pnld.moderna.com.br/2012/06/04/a-america-latina-e-as-diversidades-culturais/.)
Trecho II:
“Os países latino-americanos guardam, em suas histórias, marcas culturais semelhantes, oriundas dos processos de conquista e ocupação territorial pelos países europeus. Poderíamos destacar entre eles as formas de imposição da cultura do colonizador sobre a do colonizado, promovendo uma ação contínua de busca de apagamento dos vestígios das civilizações originárias. Durante o processo de independência empreendeu-se a construção de uma nova identidade cultural, secundarizando, ou mesmo rejeitando, o viés mestiço – negro e índio – das novas sociedades que se formavam. Essas novas identidades tinham por base a cultura e a civilização europeias.”
(Disponível em: http://www.casaruibarbosa.gov.br/escritos/numero07/escritos%207_12_historia%20das%20politicas%20culturais.pdf.)
Tendo em vista o conteúdo dos trechos I e II e a questão das manifestações culturais na América, assinale a afirmativa correta.
As mudanças culturais impostas pelo novo paradigma mundial são as responsáveis pelo contexto econômico e pelos impactos combinados da pobreza e da exclusão social.
Ocorre um intenso processo de construção de identidades de identificação mais próximo. Somos todos cidadãos do mundo na medida e é necessário criar uma identidade mundial.
Os principais aspectos da diversidade cultural e da integração latino-americana só podem ser pensados e discutidos de acordo com as políticas sociais, econômicas e culturais de cada país.
O fenômeno da aculturação é antigo e quanto mais a globalização avança, mexe com a questão da tradição, da nação e da região. À medida que o mundo fica menor, torna-se mais difícil se identificar culturas próprias.
Cuba uma vez livre do domínio Espanhol no ano de 1898, ficou sob a tutela dos Estados Unidos da América do Norte em virtude da?
Emenda Rosenthal
Emenda Raul Ramirez
Emenda Platt
Emenda Nortworth
Nenhuma das alternativas
O documento Parâmetros curriculares nacionais: ensino fundamental - história, entre os eixos temáticos a serem desenvolvidos no 4 º ciclo, propõe o eixo História das representações e das relações de poder.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: ensino fundamental, história. Brasília: MEC/SEF, 1998.
É pertinente a esse eixo temático o estudo dos
zapatistas mexicanos.
navegadores e comerciantes coloniais.
grandes proprietários, administradores coloniais.
usos da terra, diferentes formas de posse e propriedade da terra.
Como resultado da vitória norte-americana sobre a Espanha na Guerra Hispano-Americana, o Panamá tornou-se independente, o que favoreceu os interesses de comerciantes norte-americanos.
Certo
Errado
As analogias entre o fenômeno do caudilhismo latino-americano no século XIX e o coronelismo brasileiro durante a Primeira República (1889-1930) são recorrentes na literatura histórica especializada.
Assinale a opção que apresenta uma característica comum entre os dois fenômenos, que confere sentido e coerência à comparação.
Defesa do liberalismo político.
Predominância em grandes centros urbanos.
Controle do eleitorado local pelo líder político.
Reforço das instâncias formais de representação política.
Recurso à violência como instrumento prioritário de cooptação.
No final do século XIX, a política externa norte-americana em relação à América Latina passou por profundas transformações, que levariam até mesmo à reinterpretação da Doutrina Monroe, por meio do “corolário Roosevelt” (1904).
A política dos Estados Unidos da América conhecida como “Big Stick” (Grande Porrete), caracterizava-se pelo
discurso de promoção do pan-americanismo, que afastou o imperialismo do continente.
exercício autoproclamado do poder de polícia continental, por meio de intervenções militares.
suporte diplomático à Doutrina Drago, que rejeitava a cobrança violenta de dívidas.
recurso à força apenas em caso de extrema necessidade, quando havia ameaça ao seu território.
apoio a movimentos armados contrários aos governos populistas, que abundavam no continente.
Livre das amarras coloniais, os novos países hispano-americanos vivenciaram grande prosperidade econômica nas décadas de 20 e 30.
Certo
Errado
No Chile, cuja Ata de Independência data de 1818, os enfrentamentos entre os partidários da Coroa espanhola e os libertários e, em seguida, o choque entre os que defendiam a visão centralista e os federalistas convulsionaram o jovem país, que suportou longo período de guerras, até que, em 1830, a facção conservadora centralista venceu a disputa.
Certo
Errado
“Apesar de sua interdependência política, conquistada a partir do século XIX, os países da América Latina mantiveram laços de dependência econômica com as grandes potências capitalistas mundiais, inicialmente a Inglaterra e posteriormente os Estados Unidos.” De acordo com o trecho anterior é possível inferir que
a rápida urbanização das sociedades latino-americanas, aliada a gritantes desigualdades sociais, deu ensejo à emancipação política e econômica da região com a mesma rapidez.
com o controle do poder exercido pelas classes responsáveis pela igualdade social, a emancipação dos países da América Latina se deu de forma pacífica e harmoniosa.
sem o apoio das camadas populares e das elites, os movimentos nacionalistas fracassaram, porque assumiram o populismo como forma de contestar a dominação imperialista proveniente da Europa e dos Estados Unidos.
os países da região permaneceram dependentes de investimentos externos até mesmo depois da emancipação política. Este foi um dos traços marcantes da formação das nações latino-americanas.
exportadores de produtos primários e mercado para artigos industrializados, os países latino-americanos, após a emancipação política ficaram independentes economicamente de forma simultânea.
“Elemento dominante na vida política dos países da América Latina (...) substitui, em sua área de influência, os regimes constitucionalmente estabelecidos e torna sem efeito as medidas decididas pela sociedade em favor da vontade do líder (...) É a forma de exercício do poder político que se caracteriza pelo agrupamento de uma comunidade, ou de importante parte dela, em torno do líder, que exerce o mando de maneira autoritária (...) Surgiu na América Latina por volta de 1820,em decorrência da passagem inesperada e brusca do regime colonial para a independência.”
(Enciclopédia Britânica do Brasil).
O texto acima conceitua na política Latino Americana:
O coronelismo.
O banditismo social.
O caudilhismo.
O cangaço.
O milenarismo.