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A mineração em Minas Gerais, ao longo do século XVIII, foi o efetivo início da colonização do Brasil pela metrópole portuguesa, tendo gerado uma sociedade impermeável e ruralizada.
Certo
Errado
No dia 15 de outubro de 1896, a escritora Augusta Faro Fleury Curado, viajando do Rio de Janeiro para a Cidade de Goiás, assim descreveu o trecho da estrada que atravessava o Mato Grosso Goiano, passando pelo arraial de Goiabeiras e pela vila de Curralinho:
Eu não me cansava de admirar aquela variedade de cores, desde o verde negro até o verde água, palmeiras mais altas que as do Jardim Botânico enlaçam os leques formando a mais linda abóbada que se possa imaginar. Árvores derrubadas por raios. (...) A árvore da copaíba da qual decorre a resina que tem o nome de copaíba. (...). Árvores de 4 metros de circunferência, algumas servindo de toca de animais (...). Havia lugares onde os bambus se cruzavam por tal forma que era preciso passar por baixo deles todos curvados, quase a cabeça a tocar as orelhas do animal. Anda-se assim léguas e léguas e é tão espesso o teto de verdura, que não penetra um raio de sol.
CURADO, Augusta Faro Fleury. Do Rio de Janeiro a Goiás (1896). 3 ed. Goiânia: Kelps/UCG, 2005, p. 64.
Essas localidades são, atualmente, as cidades de
Jaraguá e Pirenópolis.
Inhumas e Itaberaí.
Trindade e Araçu.
Itauçu e Anicuns.
O texto a seguir é um fragmento do romance “Esaú e Jacó”, do escritor brasileiro Machado de Assis. Essa obra aborda parte importante da história do Brasil. Leia o texto a seguir com atenção para responder à questão 18.
“Referido o que lá fica atrás, Custódio confessou tudo o que perdia no título e na despesa, o mal que lhe trazia a conservação do nome da casa, a impossibilidade de achar outro, um abismo, em suma. Não sabia que buscasse; faltava-lhe invenção e paz de espírito. Se pudesse, liquidava a confeitaria. E afinal que tinha ele com política? Era um simples fabricante e vendedor de doces, estimado, afreguesado, respeitado, e principalmente respeitador da ordem pública ...
– Mas o que é que há? perguntou Aires.
– A república está proclamada. – Já há governo?
– Penso que já; mas diga-me V. Excia.: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém.
Entretanto ... Uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Excia. crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças?
– Isso não sei.
– Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo ...
– Mas pode pôr “Confeitaria da República” ...
– Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro.
– Tem razão ... Sente-se.
– Estou bem.
– Sente-se e fume um charuto. Custódio recusou o charuto, não fumava. Aceitou a cadeira. Estava no gabinete de trabalho, em que algumas curiosidades lhe chamariam a atenção, se não fosse o atordoamento do espírito. Continuou a implorar o socorro do vizinho. S. Excia., com a grande inteligência que Deus lhe dera, podia salvá-lo. Aires propôs-lhe um meio-termo, um título que iria com ambas as hipóteses,
– “Confeitaria do Governo”. – Tanto serve para um regime como para outro.
– Não digo que não, e, a não ser a despesa perdida ... Há, porém, uma razão contra. V. Excia. sabe que nenhum governo deixa de ter oposição. As oposições, quando descerem à rua, podem implicar comigo, imaginar que as desafio, e quebrarem-me a tabuleta; entretanto, o que eu procuro é o respeito de todos.”
(ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
Acerca do texto acima, assinale a alternativa com uma interpretação incorreta das ideias tratadas pelo autor:
O texto refere-se ao período da Primeira República Brasileira, também conhecido como República Velha ou República das Oligarquias, período da história do Brasil que se estendeu da proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, até a Revolução de 1930.
Machado de Assis retrata no texto o grande envolvimento de outras parcelas da sociedade na queda da monarquia, além dos republicanos e militares que participaram do golpe.
Nesse período histórico retratado pelo texto, houve a promulgação da primeira constituição republicana brasileira.
A Primeira República é dividida pelos historiadores em dois períodos: o primeiro período, chamado de "República da Espada", foi dominado pelos setores mobilizados do Exército apoiados pelos republicanos e o segundo, que ficou conhecido como "República Oligárquica" e se estendeu de 1894 até a Revolução de 1930.
Quanto à formação da sociedade colonial e ao exercício dos poderes na América lusa, assinale a alternativa correta.
Rebeliões coloniais, como a Guerra dos Emboabas, foram expressões de um emergente sentimento nacional brasileiro fundado na oposição à Coroa de Portugal.
Fracassou a tentativa régia de implantação, no Brasil, de um regime de recompensas aos colonos conquistadores, similar àquele instituído durante a reconquista da Península Ibérica no período tardomedieval.
A negociação com as elites conquistadoras não foi um instrumento necessário ao exercício da dominação portuguesa na América.
As câmaras foram instituições trasladadas de Portugal para o Brasil, sendo peças-chave na manutenção do Império graças à acomodação relativa dos interesses centrais e locais na administração da conquista.
Os povos indígenas foram extintos após as primeiras guerras de conquista do século 16, não se constituindo força política significativa nos acirrados processos de negociação governativa na colônia.
O seringal compõe-se, basicamente, do barracão, local de residência do seringalista, do armazém e do depósito de borracha, castanha etc.
Mauro Cherobim. Trabalho e comércio nos seringais da Amazônicos. In: Revista Perspectivas, São Paulo, 1983 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado, assinale a opção correta, acerca das relações de trabalho e da mão de obra nos seringais do Alto Madeira.
Os ramais são vias abertas em meio à mata por onde os veículos retiram madeira, castanha e látex.
O barracão, análogo à casa grande, é o local de residência tanto do dono ou gerente do seringal quanto dos seringueiros.
As relações de trabalho nos seringais do Alto Madeira eram pautadas por intensa exploração da mão de obra, sem quaisquer vínculos empregatícios entre seringueiros e seringalistas.
O armazém é o local de reunião dos seringueiros, utilizado para diversos fins, como cerimônias religiosas, reuniões políticas, festas e lazer.
Os seringais sempre foram constituídos por uma extensa área dividida em sesmarias de uso coletivo dos seringueiros e de suas famílias, sendo, portanto, áreas rurais organizadas no modelo cooperativo.