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Por educação patrimonial, entende-se a utilização de museus, monumentos, arquivos, bibliotecas [...] no processo educativo, a fim de desenvolver a sensibilidade e a consciência dos educandos e futuros cidadãos da importância da preservação desses bens culturais. [...]
FERNANDES, José Ricardo Oria. Educação patrimonial e cidadania: uma proposta alternativa para o ensino de história. P. 273. Disponível em: <http://www.anpuh.org>. Acesso em: 11 ago. 2018.
Considerando o trecho anterior, a educação patrimonial, para o autor, deve ser entendida como a
inclusão de disciplinas ou conteúdos que versem sobre o tema nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, assim como promoção de cursos para professores e comunidade em geral acerca do patrimônio cultural.
maneira de transferir para as gerações futuras, principalmente na fase escolar, a preocupação com o cuidado e a preservação do patrimônio cultural, dado o total desprezo das antigas e atuais gerações por esse tema.
prática da visitação, com os estudantes a museus, arquivos, bibliotecas e monumentos, a fim de que os alunos possam absorver por si mesmos o significado e a importância do patrimônio cultural.
única maneira possível de se garantir a preservação e a manutenção do patrimônio cultural, sobretudo em se tratando de bens de natureza arquitetônica, principalmente em cidades do período colonial.
Considere o quadro a seguir
Um sextante, uma cédula de papel-moeda, um turíbulo e uma cadeira que, hipoteticamente, componham o acervo de um museu, correspondem nesse Plano Geral de Classificação apresentado, respectivamente, ao
Segundo Ricardo de Aguiar Pacheco, no texto O museu na sala de aula: propostas para o planejamento de visitas aos museus, 2012, “para a maioria dos professores, conduzir uma turma de escola ao museu é uma aventura. Uma operação que demanda esforço de organização e uma disposição para encontrar soluções que já demoveu muitos.”
Dentro da perspectiva abordada por esse autor, pensar em práticas educativas no ensino de História com o museu pressupõe dos educadores a:
clara percepção que a visita se inicia antes do próprio ato de visitar, a partir de planejamento em três tempos: antes, durante e depois.
necessária compreensão de que a visita deve ser uma confirmação daquilo que foi visto em sala de aula para que não se perca o foco do processo.
percepção de que este também deve ser um momento de lazer e descontração, pois assim os educadores poderão promover mais conexões com o museu e a vida.
clareza de que tudo deve ser observado nos mínimos detalhes, todos os elementos devem ser anotados, como se fosse uma “atividade de campo”.
“Se considerarmos plausível a assertiva de que o museu é uma morada de dispersões temporais, corporais e simbólicas, compreenderemos que o objeto cultural recebe nele nova e diversa hospitalidade. Como na vida social, o museu é compreendido pela pluralização movente de sentidos, conferidos e subvertidos a cada visita, posto que o campo da recepção é, também ele, diverso e criativo.”
PEREIRA, Júnia Sales; CARVALHO, Marcus Vinicius Corrêa. Sentidos dos tempos na relação museu / escola. Cad. Cedes. Campinas. v. 30. Nº. 82. p. 384, set.-dez. 2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v30n82/08.pdf >.
Nesse sentido, para Pereira e Carvalho (2010), o museu é um:
espaço erigido a partir do suposto da totalidade cultural, pretendendo assim encenar os sentidos unívocos do tempo histórico e toda a história nele implicada. E há nele a insistência na representação da verdade encarnada nas mais significativas imagens.
local onde não se pode levar em consideração o possível cruzamento de fronteiras em direção às outras aprendizagens. Seria um espaço específico sobre aquela determinada temática e determinado tempo histórico.
ambiente em que reside a inter-relação das percepções sociais diversas, guardando uma variedade de gestos preservacionistas, silenciamentos monumentalizares, perspectivas historiográficas e museológicas, bem como intenções educativas.
local de uma relação educativa iminente, dependente da capacidade criadora do setor educativo em problematizar seus limites e seus interesses; sem o que haveria, apenas, uma possibilidade latente, mal desdobrada, de uma relação fundamentalmente educativa.
Em “Materialidade da experiência e materiais de ensino e aprendizagem”, Marcos Silva e Selva G. Fonseca discutem a respeito da cultura material e de suas relações com o ensino e o aprendizado da História, enfocando o exemplo de museus nacionais, como o Museu do Ipiranga (São Paulo).
À luz das considerações apresentadas pelos autores, assinale a opção que exemplifica corretamente ações educativas realizadas no espaço do museu.
Percorrer uma exposição didática, metodologicamente organizada, que mostre o desenvolvimento da sociedade paulista desde os primeiros tempos da colonização, para construir a consciência do passado nacional.
“Ver a História”, promovendo uma experiência de imersão no passado, em função da materialidade dos objetos expostos que permitem dar corpo à nação.
Investigar objetos de uso material cotidiano para compreender a cultura e a sociedade brasileiras, reconhecendo a diversidade de fontes disponíveis como artefatos, iconografia e documentos textuais, para o estudo da história.
Comprovar o protagonismo de São Paulo no âmbito da história nacional, por meio do maior símbolo de seu imaginário: o quadro “Independência ou Morte” (1888), de Pedro Américo.
Analisar os documentos que informam sobre a história de São Paulo e apreciar os objetos e as imagens que permitem evocar o passado histórico e despertar um sentimento de identidade.
“O Museu do Amanhã é o museu de ciências diferente. Um ambiente de ideias, explorações e perguntas sobre a época de grandes mudanças em que vivemos e os diferentes caminhos que se abrem para o futuro. O Amanhã não é uma data no calendário, não é um lugar aonde vamos chegar. É uma construção da qual participamos todos, como pessoas, cidadãos, membros da espécie humana.”
(Disponível em: https://www.museudoamanha.org.br/pt-br/sobre-o-museu.)
O fragmento anterior trata do Museu do Amanhã. Em qual cidade brasileira ele está localizado?
Vitória.
São Paulo.
Rio de Janeiro.
Belo Horizonte.
Objetos são portadores de informações sobre costumes, técnicas, condições econômicas, ritos e crenças de nossos antepassados. Essas informações ou mensagens são obtidas mediante uma “leitura” dos objetos, transformando-os em “documentos”. A questão essencial é: como transformar os objetos em fonte de conhecimento histórico?
(Circe Maria Fernandes Bittencourt,
Ensino de História: fundamentos e métodos)
O trecho aborda a investigação
de livros em bibliotecas.
de fotografias em fototecas.
de filmes em cinematecas.
de documentos textuais em arquivos.
da cultura material em museus.
Adriana M. Almeida e Camilo de M. Vasconcelos em O saber histórico em sala de aula, no item: Por que visitar Museus, afirma que o discurso museográfico permite (...) comunicar os resultados da produção de um certo conhecimento e não consideram que a ação educativa em um museu deva estar centrada apenas nas exposições. O contato com os documentos materiais, a partir do suporte comunicativo da exposição, permite ao professor inserir questões relativas à
clareza dos códigos da exposição e da organização dos objetos.
proteção e valorização do patrimônio e da diversidade temporal.
constituição de uma memória e da preservação de um passado.
importância de um fato histórico e da observação da arte antiga.
interligação da pesquisa e educação e do passado e a história.
A visita a Museus é uma atividade prevista nos programas curriculares de Ensino de História. Os Museus podem ser voltados para vários temas, períodos, objetos e conteúdos que devem ser trabalhados e conhecidos nas suas especificidades. Segundo Adriana M. Almeida e Camilo de M. Vasconcelos, em Por que visitar museus (p. 105. In: O saber histórico na sala de aula), em um Museu
a ordem dos acontecimentos representados nos documentos materiais, para que sejam compreendidos pelos alunos, deve ser cronológica.
as imagens e objetos devem estar vinculadas à concepção teórico-metodológica adotada pelos órgãos educativos que pretendem utilizar o Museu como espaço de aprendizagem.
os objetos devem estar reunidos para produzirem um discurso museográfico inteligível para os leigos através dos documentos materiais ali apresentados
os documentos, textos e imagens constituem um conjunto coeso de símbolos que preservam e valorizam a memória dos heróis nacionais.
as imagens do passado e as obras de arte servem para explicar o presente, contribuindo assim para a compreensão da realidade nacional.

Baseado no texto acima, é correto afirmar que:

Segundo os autores, o pressuposto básico a que o texto se refere revela o potencial educativo de um museu, pois o discurso museográfico permite
coletar informações sobre os critérios de seleção dos objetos adotados pelos museólogos da época.
reviver a história do passado de um povo; valorizar a construção da memória do Estado Nacional.
demonstrar aos alunos a importância de se rememorar ou glorificar o passado de grupos dominantes.
concretizar mensagens e idéias, comunicar os resultados da produção de um certo conhecimento.
reforçar a concepção de que a museologia está voltada para o estudo de objetos produzidos na passado.