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O modelo presidencialista bicameral e multipartidário com sistema eleitoral proporcional por lista aberta, aprovado pela Constituição de 1988 e reafirmado com o Plebiscito de 1993, tem regido a República brasileira em suas experiências democráticas desde a Constituição de 1934.
Certo
Errado
O comparecimento à Assembleia soberana era aberto a todo o cidadão, e não havia burocracia ou funcionários públicos, exceto uns poucos escriturários, escravos de propriedade do estado que faziam registros inevitáveis, como cópias de tratados e leis, listas de contribuintes inadimplentes e similares. O governo era, assim, “pelo povo”, no sentido mais literal. A Assembleia, que detinha a palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas finanças, na legislação, nas obras públicas, em suma, na totalidade das atividades governamentais, era um comício ao ar livre, com tantos milhares de cidadãos com idade superior a 18 anos quantos quisessem comparecer naquele determinado dia. Ela se reunia frequentemente durante o ano todo, no mínimo quarenta vezes, e, normalmente, chegava a uma decisão sobre o assunto a discutir em um único dia de debate, em que, em princípio todos os presentes tinham o direito de participar, tomando a palavra. Isegoria, o direito universal de falar na Assembleia, era algumas vezes empregado pelos escritores gregos como sinônimo de “democracia”. E a decisão era pelo voto da maioria simples daqueles que estivessem presentes.
(FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna. RJ: Graal, 1985. p. 31)
Tendo em vista a descrição do autor sobre o funcionamento da Assembleia, podemos considerar que a democracia ateniense é
restrita aos especialistas.
representativa.
limitada aos alfabetizados.
oligárquica.
direta.
A Folha de São Paulo, ao publicar o editorial da “ditabranda” passa de apoiador do golpe e da Operação Bandeirantes; passando por arauto das democracias nos anos 1980, até propor, vinte anos depois, que se esqueça da existência de uma ditadura no Brasil. Não é propriamente um esquecimento, mas um ocultamento, uma reinterpretação histórica.” Os jornais registram a História, são fontes essenciais para os historiadores. O que quero ressaltar é seu papel de formador moral e intelectual ao construir uma memória que interessa à sua história, que busca que se torne real a todos.
(SILVA, Carla Luciana. Imprensa e construção social da “ditabranda. In: MELO, Demian Bezerra (org). A miséria da historiografia: uma crítica ao revisionismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014, p. 196)
Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar.
Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de
disputa de memórias.
consenso historiográfico.
concepção historiográfica tradicional.
afastamento do historiador de sua dimensão pública.
neutralidade do saber histórico.
Sobre o movimento das Diretas Já e seus desdobramentos, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A Emenda Dante de Oliveira, que possibilitaria o voto direto para o Executivo federal, conseguiu a maioria dos votos, mas não ultrapassou o mínimo necessário para ser aprovada e ir ao Senado.
( ) Os movimentos em prol das eleições diretas para presidente da República foram encampados por partidos políticos, sindicatos e outros coletivos populares, levando multidões às ruas durante 1983 e 1984.
( ) Durante a votação da Emenda Dante de Oliveira, que precisava de 2/3 dos votos da Câmara dos Deputados para ser aprovada, nenhum deputado do PDS (antigo ARENA) votou a favor, seguindo a recomendação do governo.
C - C - E.
E - C - C.
C - E - C.
E - E - E.
Movimento que ganhou força entre os anos 1983 e 1984, que defendia a aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que tinha como objetivo garantir a realização de eleições presidenciais diretas em 1985 e foi marcado por comícios em várias cidades, com amplo apoio popular. A qual movimento o trecho se refere?
Diretas Nós Queremos.
Diretas Já.
Nova Era.
Golpe Nunca Mais.
Independência ou Guerra.
Logo após a Segunda Guerra Mundial, os países vencedores criaram vários mecanismos de apoio aos países em desenvolvimento, que acabaram, no caso da América Latina, sob o controle dos Estados Unidos. Um desses mecanismos criados pelos Estados Unidos foi a CEPAL, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, que é
fundada pela Carta de Bogotá de 1960 para representar a busca pela autonomia e independência econômica da tutela americana e a posição de neutralidade diante da Guerra Fria, incentivando as políticas externas independentes com vistas à industrialização.
criada em fevereiro de 1948 para incentivar o desenvolvimento da região, promovendo a melhoria das condições de vida, aumentando as trocas comerciais e produzindo um novo modelo econômico para os países periféricos baseado na industrialização.
fruto da Guerra Fria, tendo sido criada na década de 1950 e resultado das preocupações com a infiltração comunista nas regiões da América Latina, incentivando o desenvolvimento agrícola e limitando a presença soviética na região do Caribe.
criada no final da Primeira Guerra Mundial, sendo um conjunto de alianças entre os países da região para obter posições favoráveis nos organismos internacionais como a ONU e estabelecer um modelo econômico que incentive o equilíbrio entre as áreas rurais e urbanas.
A década de 1980 é famosa nos livros de história. Chamada de “década perdida”, esse período se tornou um grande marco também no Brasil, especialmente por ter sucedido o que ficou conhecido como “milagre econômico brasileiro”. Ao final dos anos 80, formara-se, no Brasil, uma forte convicção de que somente a autonomia decisória de um presidente legitimado pelo voto direto começaria a repor o país nos eixos.
(LAMOUNIER, Bolívar, 1991.)
A famosa “década perdida” teve, entre outras características, o fato de:
Incutir nos meios acadêmicos e empresariais a ideia das “Diretas Já”, com uma irrefreável busca da democracia.
Ser um fenômeno social, político e econômico específico do Brasil, alheio aos demais contextos da América Latina.
Trazer, pela primeira vez no cenário político a nível nacional, as ideias de participação popular efetiva nos rumos da nação.
O Brasil mergulhou em uma profunda crise econômica, marcada pela hiperinflação, elevação da dívida pública e interrupção do crescimento do PIB.
É possível afirmar que o marco histórico que motivou a elaboração da Constituição Brasileira foi:
A Proclamação da República.
A Revolução Industrial.
O fim da Segunda Guerra Mundial.
O período final da ditadura militar que havia sido instaurada em 1964.
Considerando o nacionalismo patriótico e a construção de identidade nacional no início do século XX, assinale a alternativa correta:
A promoção do nacionalismo brasileiro, até o início do século XX, esteve diretamente relacionada à valorização de conflitos internos e regionalismos, desencorajando a ideia de uma identidade nacional unificada.
No Brasil, até o início da República, não havia um sentimento patriótico, regional ou local, sendo esse fenômeno uma característica exclusiva do século XX.
No Brasil, até o início do século XX, a construção da identidade nacional era completamente ignorada nas escolas, e os livros didáticos não abordavam eventos históricos relevantes, resultando em uma falta de consciência patriótica entre os cidadãos.
No Brasil, até o início da República, existia um sentimento patriótico mais regional do que nacional, sendo caracterizado por elementos como rios enormes, florestas grandiosas, clima ameno e riquezas minerais.
O “nacionalismo de direita” enfatizava a união, mas negligenciava as diferenças regionais, sociais ou culturais, visando atender aos interesses das camadas sociais dominadas.
A Grécia Antiga foi o berço da democracia. O formulador das leis atenienses considerado o Pai da democracia foi Clístenes. Como forma de manter a liberdade do povo e evitar a instalação de um regime autoritário, Clístenes criou um mecanismo de banimento àquele que representasse uma ameaça à ordem democrática com o exílio ou banimento da cidade de Atenas por um período de 10 anos.
O texto faz referência a (ao):
Clientelismo
Ostracismo
Bulé
Eclésia
O processo de redemocratização no Brasil, iniciado ao final da ditadura militar, foi marcado por uma série de eventos que culminaram na promulgação da Constituição de 1988. Qual dos eventos a seguir foi fundamental para impulsionar o movimento de redemocratização e evidenciou a insatisfação popular com o regime militar?
O Golpe de 1964, que instaurou o regime militar.
A criação da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de apoio ao regime militar.
A campanha das Diretas Já, que reivindicava eleições diretas para a Presidência da República.
A Declaração da Lei de Segurança Nacional, que visava fortalecer a repressão contra opositores.
No contexto da redemocratização do Brasil após o regime militar, qual foi a importância da "Emenda Dante de Oliveira" em 1984, e por que ela é um marco na transição política brasileira?
Propôs a instauração imediata de um regime parlamentarista no Brasil, representando uma mudança drástica na orientação política do país e um afastamento dos princípios autoritários.
Propôs a continuidade da ditadura militar por mais uma década, consolidando o poder das forças militares e adiando o processo de transição democrática.
Propôs a restauração da monarquia como forma de governo, sugerindo um retorno a um sistema político histórico como solução para a instabilidade política do país.
Foi uma proposta de emenda constitucional que buscava restabelecer as eleições diretas para presidente, representando um passo significativo em direção à democracia, embora tenha sido rejeitada pelo Congresso Nacional.
Documento I
No Brasil, a transição da década de 1970 para 1980 produziu um processo de reação às estruturas socioeducacionais que se cristalizavam. Esse momento foi marcado pela transição à democracia, decorrente da abertura política dos anos finais do regime civil-militar, implantado no Brasil a partir de 1964. Muitos ecos dessa transição estiveram ligados à educação, o “de maior repercussão defendia a escola como um instrumento fundamental de (re)democratização do país” (COELHO, 2009. p. 111). Nesse sentido, a década de 1980 produziu no Brasil uma crítica acerca das implantações ideológicas no campo da educação estabelecidas com o regime civil-militar.
FERREIRA, Rafael Elias de Queiroz. Da rima à raça: narrativa rap e consciência histórica na poesia de Pelé do Manifesto. Programa de Pós-Graduação em Ensino de História. Universidade Federal do Pará. Dissertação de Mestrado em Ensino de História, 2018.
Documento II

Charge de Daniel Azulay. Disponível em: pr.gov.br. Acesso em: 23 abr. 2024.
A partir da análise dos documentos, é possível constatar que a educação, no referido contexto, priorizava o(a)
valorização de princípios nacionalistas e xenofóbicos, mesmo que o debate plural de ideias fosse preservado.
imperativo de um processo educacional com sérias coarctações aos princípios de pluralidade e liberdade.
princípio da isonomia entre as decisões tomadas no campo educacional com as exigências do movimento estudantil.
disposição em palrar com os pensamentos e ideias políticas divergentes aos do regime civil-militar.
estruturação de uma educação pública que fosse capaz de valorizar os saberes, independentemente das ideologias políticas.
Ao estudar sobre a transição do Estado Novo para a redemocratização, um professor do 9º ano leu um artigo do historiador Jorge Ferreira e destacou uma parte específica:
O queremismo surgiu no cenário político da transição democrática como um movimento de protesto dos trabalhadores, receosos de perderem a cidadania social conquistada na década anterior. Inicialmente, eles projetaram na pessoa de Getúlio Vargas a única garantia de preservar leis sociais e trabalhistas. Mais adiante, o queremismo evoluiu no sentido de reivindicar uma Assembleia Constituinte.
FERREIRA, Jorge. A democracia de 1945 e o movimento queremista. ln: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucila. (Orgs.). O tempo da experiência democrática: da democratização de 1945 ao Golpe civil militar de 1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 43.
Considerando o fragmento textual e os acontecimentos ocorridos na transição do Estado Novo para a redemocratização, o professor compreendeu que o queremismo
surgiu em razão das hábeis técnicas de propaganda política e de manipulação de massas usadas pelo varguismo para controlar a classe trabalhadora.
consolidou, na cena pública nacional, a participação dos trabalhadores como sujeitos com consciência dos seus interesses e com vontade política.
foi combatido por Prestes, que desejava a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte livre da influência de Getúlio Vargas e seus aliados.
foi um movimento populista no qual o governante que estava no poder ganhou apoio da população por se apresentar como defensor das liberdades dos trabalhadores.
Sobre a Justiça Eleitoral brasileira, considere as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A Justiça Eleitoral brasileira é formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), pelos juízes e pelas juntas eleitorais.
II. Todos os órgãos da Justiça Eleitoral têm sua composição estabelecida pela Constituição Federal e sua competência determinada pelo Código Eleitoral.
III. Com a Constituição do Estado Novo, outorgada por Getúlio Vargas, extinguiu-se a Justiça Eleitoral e atribuiu à União, privativamente, o poder de legislar sobre matéria eleitoral.
I, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Todas as afirmativas estão corretas.
A história política do Brasil é repleta de fatos marcantes, mas destaca-se o período em que o governo federal foi exercido por militares, o chamado Regime Militar. No fim deste período um movimento ganhou força em todo o país, até conquistar a volta do voto popular para a eleição dos nossos representantes. Como foi chamado esse movimento?
Liberdade de expressão.
Impeachment.
Golpe de 64.
Populismo.
Diretas já.
Tendo alcançado o estágio de união aduaneira ao final de 1994, a agenda da integração no MERCOSUL voltou-se, prioritariamente e a partir de então, para o estabelecimento de um mercado comum, tal como previsto no Tratado de Assunção, centrando-se em temas como a convergência macroeconômica, a integração produtiva e a liberalização dos fluxos de capital e de mão de obra
A crise na Venezuela trouxe graves problemas para sua integração econômica e geopolítica na América Latina, o questionamento da legitimidade do atual governo do presidente Nicolas Maduro acarretou também desconfiança no processo eleitoral deste país. Dentre as consequências deste processo, é incorreto afirmar:
O governo de Maduro não é reconhecido como legitimo por diversos países.
Foi suspensa do MERCOSUL pelo descumprimento da “cláusula democrática”.
A crise econômica e política levou a um grande fluxo migratório de sua população à países vizinhos.
Devido a comoção internacional o atual presidente decidiu convocar novas eleições para 2019.
“Com o aumento da globalização verifica-se uma tendência à regionalização, podendo a mesma ser representada pela formação de blocos econômicos. A união de países em blocos e a formulação de políticas gerais intrablocos a serem seguidas pelos países membros visa, dentre outros fatores, o desenvolvimento dos países envolvidos.” Sobre as questões ligadas a globalizações e mais especificamente ao Mercosul, analise as afirmativas a seguir.
I. As relações entre Brasil e Argentina, por exemplo, no âmbito do Mercosul, visam, dentre outros fatores, o aumento do poder de negociação e o fortalecimento de suas economias internas.
II. Como precondição dos blocos econômicos dos países da América, a comercialização é concretizada no contexto da ruptura total de barreiras tarifárias e não tarifárias, através do livre-comércio.
III. As políticas nacionais, tanto industriais quanto comerciais, não devem e não exercem influência significativa sobre as negociações no âmbito internacional. Mesmo porque são conflitantes.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, II e III.
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
O RP postula um tipo de política externa que corresponde ao conceito de Estado comerciante de Richard Rosecrance, em contraposição à premissa realista clássica segundo a qual os Estados nacionais devem pautar suas políticas externas por considerações de índole político-militar.
Certo
Errado