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“Três dias depois do incêndio que queimou o edifício de 200 anos que abrigava a primeira instituição científica do Brasil, ainda não há um balanço preciso do que se perdeu e do que se salvou. Mas o clima entre os professores e alunos é de pessimismo: eles convivem com a possibilidade de que o objeto de seus estudos tenha virado pó.”
(ALESSI, Gil. A ciência perdida no incêndio do Museu Nacional. El País, 06 set 2018. Disponível:<https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/05/politica/1536160858_009887.html>)
O Museu Nacional, que funcionou inicialmente no Campo de Santana na cidade do Rio de Janeiro, foi uma das realizações da administração Joanina, durante as duas primeiras décadas do século XIX, quando ocorreu a instalação da família real e da corte portuguesa na cidade, então sede administrativa da colônia. Esse período ficou conhecido como “Inversão Brasileira”, pois a colônia e, posteriormente, o Reino Unido à Portugal, passaram a sediar os fóruns de decisão sobre todo o vasto império português, assumindo o status de sede de uma monarquia europeia e capital de um vasto império colonial.
Uma outra realização da administração de D. João VI, à época citada (1808-1821), foi:
a criação do Teatro Municipal, localizado no centro do Rio
a construção daquela que foi a primeira ferrovia no território brasileiro
a construção dos primeiros túneis na cidade, facilitando a circulação da população
a vinda da Missão Artística Francesa, ocorrida após a derrota da França Napoleônica
No texto acima, o presidente do TSE, Ministro Luís Roberto Barroso, deixa claro que:
O TSE só cumprirá a legislação vigente se o Congresso Nacional aprovar a PEC nº 135/19.
O voto impresso não vai potencializar o discurso de fraude, mas o país poderá retroceder no tempo e voltar à época das fraudes, sendo que poderemos produzir um resultado muito ruim.
Como juiz, o Presidente do TSE lida com fatos e com provas, sendo que havendo qualquer prova de fraude, haverá a devida apuração, mas sem provas há apenas retórica política.
Para o presidente do TSE, o emprego do termo “voto auditável” à proposta do voto impresso é equivocado porque o voto eletrônico no formato adotado no país já é auditável, de forma parcial.
Na história do Brasil democrático, dois presidentes já sofreram impeachment Fernando Collor e Dilma Rousseff. É correto afirmar que o processo de impeachment ocorre quando
um representante eleito é julgado culpado por crimes de responsabilidade e perde o mandato para o qual foi eleito. Pode acontecer com quaisquer representantes do poder executivo.
um representante eleito cria desavenças políticas que fazem com que ele se isole no poder, sendo obrigado a renunciar do seu mandato. Pode acontecer com representantes do poder executivo.
um representante eleito perde aprovação e popularidade entre seus eleitores, fazendo com que seja removido de seu cargo por não mais representar a população. Pode acontecer somente com presidentes.
um representante eleito tem fraude eleitoral confirmada, sendo destituído de seu cargo por sua eleição não ser legítima. Pode acontecer com presidentes e governadores.
um representante eleito é denunciado pelos tribunais internacionais, e representantes da ONU são enviados para avaliar e julgar seus crimes. Pode acontecer somente com presidentes.
Nos últimos trinta anos, vários nomes ocuparam a Presidência do Brasil. Marque a alternativa que NÃO indica um deles.
Dilma Rousseff.
Aécio Neves.
Itamar Franco.
Michel Temer.
Em junho de 2013, integrantes do Movimento Passe Livre recusaram os termos militantes e militância e preferiram as palavras ativismo e ativistas para nomear a si mesmos e suas ações.
Em 2015, o termo ativismo também foi escolhido por estudantes que ocuparam escolas de ensino médio no estado de São Paulo. Por que optar por uma palavra nova? Afastando de si a palavra militância, os ativistas queriam marcar o que os diferenciava dos tradicionais participantes de protestos no Brasil.
A respeito dos métodos e resultados da militância e do ativismo na cena brasileira contemporânea, assinale a afirmativa correta.
Militância e ativismo são metodologias usadas para fins diversos: enquanto a primeira busca recrutar discípulos para a própria causa, a segunda age em conjunto para mudar as normas.
O ativismo privilegia estruturas organizativas centralizadas, funcionando segundo a lógica militar e produz, naqueles que fazem uso dela, uma moralidade rígida.
A militância opta por arranjos descentralizados, com liderança e decisões partilhadas coletivamente e o uso intensivo de novas tecnologias de comunicação.
Enquanto a militância é típica de indivíduos identificados com posições políticas exclusivamente à esquerda, os ativistas são mais liberais com posicionamentos mais à direita.
O ambiente militante tende a valorizar a disciplina, a centralização e a heteronomia, enquanto o ativista incentiva a experimentação, a horizontalidade e a autonomia.
No ano de 2019 acompanhamos o desastre ambiental, ocorrido com o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Porém, sabemos que infelizmente este não foi um fato isolado na história recente do Brasil. A partir do ano 2000 o meio ambiente vem sofrendo uma série de catástrofes, provocadas pela ação humana ou fatores naturais.
Assinale a alternativa que faz parte dos acontecimentos mencionados no texto.
Rompimento parcial da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Contaminação do Aquífero Guarani, no Mato Grosso.
Incêndio no terminal Petroquímico no Porto de Itajaí, Santa Catarina.
Vazamento de óleo nos Rios Barigui e Iguaçu, no Paraná.
Explosão de um reator nuclear na Usina de Angra dos Reis, Rio de Janeiro.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE os Presidentes do Brasil em ordem de sucessão.
Collor, Lula e Dilma Rousseff.
Fernando Henrique, Itamar Franco e Lula.
Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Itamar Franco, Collor e Lula.
A atual república brasileira é conhecida como Nova República e está em vigor desde o fim da Ditadura Militar. Sobre a Nova República, o atual presidente do Brasil é também capitão da reserva e foi eleito com 55,13% dos votos. Bolsonaro tomou posse, no dia 1º de janeiro de 2019 e se tornou o:
29º Presidente do Brasil.
32º Presidente do Brasil.
35º Presidente do Brasil.
38º Presidente do Brasil.
41º Presidente do Brasil.
Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) houve um perceptível crescimento econômico no Brasil. Dentre as alternativas abaixo e sobre o período em questão, assinale aquela que enumera corretamente fatores que favoreceram esses avanços econômicos.
Ainda em seu primeiro mandato, o presidente pautou pela privatização de várias estatais brasileiras, como a Companhia Vale do Rio Doce, a Telebrás e o Banespa. Tais medidas garantiram recursos para o crescimento econômico.
Esse cenário de crescimento econômico foi possível, entre outros fatores, devido ao crescimento das exportações de matérias-primas e commodities do Brasil para nações em vertiginoso crescimento, como a China.
O governo de Lula anunciou o Plano Real, uma de recuperação da economia e o combate imediato de nossas taxas inflacionárias. Pelo novo plano, uma nova moeda, o Real, iria promover a estabilidade econômica através da paridade da moeda com as reservas cambiais disponíveis.
Esses avanços econômicos ocorreram, sobretudo, através do aumento dos investimentos na infraestrutura do país por meio do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), em 2008.
O governo Lula promoveu uma grande reforma, enxugando os ministérios de 23 para 12. Isso fez com que houvesse economia dos recursos públicos que foram utilizados para os investimentos estatais em infraestrutura.
“Aeleição do presidente Lula não é ascensão de um indivíduo isolado, é a ascensão da geração revolucionária da década de 1960. Uma vez no poder, mutações nos antigos projetos políticos são registradas.” (Mary Del Priore e Renato Venâncio. Uma breve História do Brasil. SP. Planeta 2010. P. 293).
Analise as proposições a seguir:
I- Em 1º de janeiro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva assume a presidência do Brasil. Em um país que, durante mais de dez anos – incluindo o período de governo de Fernando Collor e o de Fernando Henrique Cardozo -, foi dominado por políticas sociais e econômicas definidas como neoliberais, tratava-se de uma mudança surpreendente.
II- Na verdade, o mundo havia mudado e com ele as perspectivas políticas dos partidos de esquerda. Ao final dos anos 1980, nasce uma palavra: mundialização ou globalização. Ela se impões no início dos anos 1990 para designar muitas realidades embutidas.
III- O PT historicamente defendeu ações universalistas, no entanto, uma vez administrando o aparelho do Estado, a ordem de prioridade foi invertida. Exemplo disto são as cotas para negros e índios nas universidades públicas, medida que procura remediar as deficiências e discriminações resultantes do ensino público – fundamental e médio – de má qualidade.
É CORRETO o que se afirma em:
III apenas.
I apenas.
II apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
O Estatuto do Desarmamento é uma lei federal sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva em dezembro de 2003 que trata sobre o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo e munição. Quanto a esta temática, assinale a alternativa CORRETA.
O Estatuto do Desarmamento teve êxito, considerando que erradicou o acesso às armas dos grandes grupos de narcotráficos do país.
O desarmamento da população brasileira diminuiu o índice de violência no setor rural da sociedade, aumentando nas periferias das grandes cidades devido, exclusivamente, às milícias.
Em campanha para presidente da República do Brasil, em 1988, o candidato Jair Bolsonaro, defendeu o fim do Estatuto do Desarmamento, gerando condições para que o brasileiro possa portar armas de forma irrestrita em todo território nacional, independentemente de sua idade.
Foi instituída a Campanha do Desarmamento, visando à população portadora de armas sem registro o prazo de três anos para regularização de registro ou porte perante a Polícia Federal, ou entrega de boa-fé da arma de fogo sem direito à indenização.
O governo brasileiro promoveu um referendo popular no ano de 2005 para saber se a população concordaria com o artigo Nº 35 do estatuto, que tratava sobre a proibição da venda de arma de fogo e munição em todo o território nacional.
Após o encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o maior contingente de tropas brasileiras empregadas em missões de paz está na África, particularmente em três países: República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Sudão.
Sobre as Tradições Navais referentes a uniformes e seus acessórios, é INCORRETO afirmar que:
a gola do Marinheiro é bastante antiga. Era usada para proteger a roupa das substâncias gordurosas com que os marujos untavam o "rabicho" de suas cabeleiras.
o apito do Marinheiro tem sido, ao longo dos tempos, uma das peças mais características do equipamento de uso pessoal da gente de bordo. Os gregos e os romanos já o usavam para fazer a marcação do ritmo dos movimentos de remo nas galés.
o Contramestre de Serviço utiliza um apito, que não é o tradicional, e serve para cumprimentar ou responder a cumprimentos dos cerimoniais (honras de passagem) de navios ou lanchas com autoridades que passam ao largo.
os principais eventos da rotina de bordo são ordenados por toques de apito, utilizando-se, para isso, de um apito especial: o apito do marinheiro. O apito serve, também, para chamadas de quem exerce funções específicas ou para alguns eventos que envolvam pequena parte da tripulação.
o gorro de fita, de origem escocesa, é uma das tradições incorporadas que permanecem e ganham legitimidade. Foi ideia, em 1890, de um comandante do Batalhão Naval, de ascendência britânica.
O Brasil, tendo contribuído ativamente para a criação da Comissão de Consolidação da Paz (CCP), favorece o fortalecimento dos vínculos da CCP com outros órgãos da ONU, de modo a facilitar o tratamento das causas profundas dos conflitos e o enfrentamento dos desafios vividos pelos países recém-egressos desses cenários.
Dezenas de desastres ambientais ocorreram no Brasil nos últimos 20 anos. Um dos mais recentes foi o de Brumadinho.
Assinale a alternativa que relata esta tragédia.
O incêndio do Terminal Químico de Aratu, da empresa Ultracargo, destruiu a cidade de Brumadinho.
A tragédia foi causada pelo vazamento de 4 milhões de litros de óleo cru da Refinaria Presidente Getúlio Vargas.
O incêndio de 10 milhões de metros cúbicos da Mata Atlântica gerou uma nuvem de fumaça que tornou noite o dia em algumas cidades, entre as quais São Paulo, a maior do país.
O rompimento das barragens do Fundão e de Santarém, ambas da mineradora Samarco, destruiu por completo a pequena Bento Rodrigues. O episódio é considerado a maior catástrofe ambiental da história brasileira.
Com o rompimento da barragem I, na mina Córrego do Feijão da mineradora Vale, um mar de lama destruiu tudo o que encontrou pela frente: casas, plantações, pousadas, estradas e vegetação.

(Disponível em: https://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/23865. Acesso em: 06/10/2019.)
A charge acima faz referência a uma reforma realizada pelo Governo Michel Temer. Qual foi essa reforma?
Previdenciária
Tributária
Trabalhista
Eleitoral
Durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro homenageou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Essa homenagem tem um tom polêmico porque
As torturas, desaparecimentos, prisioneiros políticos e exílio durante a Ditadura Militar não atingiram somente os membros de grupos armados de oposição ao regime, mas também pessoas comuns e até crianças.
As torturas são reconhecidas pelos próprios militares os quais, por sua vez, têm sido punidos nos últimos anos graças à Comissão Nacional da Verdade.
Não existe um consenso da comunidade científica se a ditadura militar realmente torturou pessoas.
Por mais que as torturas tenham ocorrido, elas não causaram mortes.
[...] o Brasil passou a aproveitar com mais eficiência as oportunidades de diversificação e ampliação de seu comércio exterior, conforme atesta a estratégia de diversificação de parcerias comerciais que antecedeu e ‘amaciou’ os efeitos da crise de 2008/2009.
SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. O Brasil no mundo. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz (direção). História do Brasil Nação: 1808-2010. V. 5 Modernização, ditadura e democracia. 1964-2010. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. p. 163.
De acordo com o autor, o que permitiu ao Brasil passar praticamente incólume pela crise do capitalismo de 2008 foi uma estratégia política, expressa na(o)
criação, imediatamente após a crise de 2008, de um novo bloco de cooperação econômica fora do eixo norte-atlântico, denominado BRICS (Brasil, Índia, China e África do Sul), rompendo em definitivo tratados comerciais ao norte.
distanciamento de questões polêmicas, como a que envolvia EUA e Irã, quando o primeiro exigia, por meio da ONU, a aplicação de sanções econômicas e comerciais ao segundo, a fim de coibir sua política de energia atômica.
doutrina do “novo protagonismo brasileiro”, de Samuel Pinheiro Guimarães e Celso Amorim, que, entre outras coisas, buscou diversificar mercados e gerar melhores condições de exportações, levando à criação do G-20 (México, 2003).
política de blocos regionais, simbolizada pelo Mercosul, onde o Brasil, associado à Argentina, liderou uma política de isolamento em relação aos mercados mundiais e a outros blocos regionais, esperando que os efeitos da crise terminassem.
Nos últimos 10 anos (2009 a 2018), a balança comercial do Brasil com a África foi deficitária em seis anos e superavitária em quatro anos. Nesse período, as exportações brasileiras para o continente foram compostas majoritariamente por produtos semimanufaturados e manufaturados, enquanto as importações brasileiras da África, em sua grande maioria, foram compostas por produtos básicos (sobretudo, óleos brutos de petróleo).
O Brasil, após as eleições de 2018, continua produzindo relações de bipolaridade no âmbito do discurso, tanto nas redes sociais quanto nas figuras de representações políticas. Existem várias declarações que, para os historiadores e pesquisadores, não encontram respaldos historiográficos, tais como: “não houve ditatura no Brasil”, o “fascismo e o nazismo foram movimentos de esquerda”, “a esquerda brasileira quer reescrever a história”. Considerando que o professor de história deve relacionar a história cotidiana com a historiografia vigente, proporcionando um olhar crítico entre a vertente historiográfica e o que está apenas no mundo ideológico, no senso comum, assinale a alternativa que NÃO apresenta sustentação historiográfica, na visão do historiador Boris Fausto.
A relação de bipolaridade na história foi representada de forma objetiva por dois blocos econômicos, estabelecendo um estado de tensão internacional, causada por uma política sistemática de hostilidade entre duas nações, conflitos no mundo prático e ideológico, porém sem o uso de armas.
O nazismo foi articulado dentro da República Weimar, com vários partidos políticos e facções políticas, objetivando uma pressão contra o poder instituído.
Uma reflexão histórica conceitual sobre comunismo, socialismo, capitalismo e neoliberalismo é respaldada pelo modo de produção, pela dinâmica econômica e organização política vigente. Considerando algumas dessas características, temos hoje China, Cuba, Coreia do Norte e Vietnã como países com características conceituais socialistas.
Esse momento é de “espanto” porque a historiografia sempre comporta muitas intepretações e essas intepretações são as razões que levam de forma objetiva a entender que de fato não houve golpe em 64, que o comunismo e o socialismo são a mesma coisa, que existe um ponto de convergência entre fascismo e nazismo. A “marcha da família com Deus pela liberdade” mostrou os aspectos revolucionários da ditadura, a vontade nacional, portanto, devem-se respeitar as interpretações atuais, pois, de fato, não houve golpe.
Algumas vertentes ideológicas na atualidade tentam justificar uma perspectiva liberal econômica, tratando como perigosas tendências de esquerda, chamando-as socialista ou comunista. Contudo, essas justificativas já ocorreram no Brasil quando determinadas alas políticas olhavam com medo para a popularidade de João Goulart, considerando-o muito próximo do comunismo.